Porto Alegre, terça-feira, 05 de abril de 2016. Atualizado às 22h37.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
27°C
32°C
25°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,6780 3,6800 1,76%
Turismo/SP 3,5800 3,7900 1,06%
Paralelo/SP 3,5800 3,7900 1,06%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

TEATRO Notícia da edição impressa de 06/04/2016. Alterada em 05/04 às 19h10min

Encontro de gerações no palco

MARCO QUINTANA/JC
Victor Mendes e Gero Camilo realizam turnê com a peça Aldeotas pelo Rio Grande do Sul

Michele Rolim

Um encontro de gerações. Assim pode ser definida a nova companhia que surge entre os artistas Gero Camilo, 45 anos, e Victor Mendes, 28 anos, chamada Tertúlia. O grupo está em processo de formação - conta também com a produtora Flávia Corrêa - e deve estrear oficialmente neste ano com um espetáculo sobre samba no contexto da ditadura militar, ainda sem título. Mas a parceria dos dois atores no palco já acontece.
O mais recente espetáculo que ambos atuam é Caminham nus e empoeirados, baseado no conto homônimo do livro A Macaúba da Terra, do próprio Gero Camilo. Conta a história de dois atores que abandonam uma companhia e seguem juntos pela estrada. O trabalho é fruto de uma parceria entre Brasil e Portugal, no qual Gero Camilo dividiu a direção com a portuguesa Luisa Pinto. Em cena estava Victor Mendes contracenando com João Costa (ator de Portugal). Quando o ator estrangeiro voltou para seu país, ele foi substituído pelo próprio Camilo.
A parceria começou mesmo com o espetáculo Aldeotas, visto por Mendes "apenas" 10 vezes. Dirigidos por Cristiane Paoli Quito, os artistas encenam a trajetória de Levi e Elias, dois amigos de infância que se reencontram em fragmentos de memórias na pequena cidade de Coti das Fuças.
Aldeotas foi reconhecido no Prêmio Qualidade Brasil 2004, categoria Melhor Ator, para Gero Camilo; e no Prêmio Shell 2004, categoria direção. Escrita por Camilo, a peça já teve Marat Descartes e Caco Cioler interpretando Elias, papel atual de Mendes.
O espetáculo percorre o Rio Grande do Sul por 10 cidades dentro do Arte Sesc - Cultura por toda parte. As apresentações já ocorreram em Montenegro, Canoas, São Leopoldo, Santa Cruz do Sul e, agora, seguem para Caxias do Sul (amanhã), Passo Fundo (sábado), Carazinho (10 de abril), Ijuí (12 de abril), Camaquã (14 de abril) e Farroupilha (17 de abril).
Apesar dos 12 anos em que a montagem está em cartaz, segue atual e com grande público. "Ela fala de memória coletiva. A força maior está na capacidade de rememorarmos a nossa própria lembrança, seja ela sobre amigos de infância, traumas, experiências etc", conta Gero Camilo, que já a encenou na Capital, assim como A casa amarela, em outras oportunidades.
Além do desejo de fazer teatro, Camilo e Mendes também têm em comum a formação na Universidade de São Paulo em épocas diferentes. Camilo é um multiartista, com vasto currículo em música, teatro e cinema, tendo participado de filmes como Carandirú e Cidade de Deus. Na televisão, participou das minisséries Hoje é dia de Maria, Brava gente, Som & Fúria e do remake da novela Gabriela, na Rede Globo. Na música, lançou dois CDs com composições próprias e parcerias. O primeiro chama-se Canções de invento, e o segundo, Megatamainho.
Na próxima produção, ambos devem trabalhar no mesmo texto. "Está na hora de ele também tirar uns textos da gaveta", brinca Camilo. "Estamos em um outro momento na dramaturgia no País, com nomes como Gracê Passô, Leo Moreira, entre outros. Essa galera reabriu o espaço, e isso tende a crescer mais com esse momento político", completa Mendes.
Apesar da temática de Aldeotas não ser política, Camilo afirma que toda arte é política. "A minha obra tem sempre algo que nos questione sobre alguma situação social", diz ele, que já se recusou a participar de um filme no Sul (que não revela o nome) por conta do personagem estereotipado. "Retratava o nordestino como um jeca tatu; foi o único filme que fui chamado pra protagonizar, mas não o suficiente para me convencer", conta.
A dupla quer transformar a peça Aldeotas em um longa-metragem com direção do próprio Gero Camilo e de Gabriel Nóbrega. Mas a prioridade é a companhia teatral. "Há uma troca de gerações. O aprendizado vem dos dois lados", finaliza Camilo.
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Theatro São Pedro segue liderando com folga Cerimônia premia vencedores do Açorianos de Teatro Theatro São Pedro baixa pontuação mas segue como marca dominante Terreira da Tribo espera há oito anos pela casa própria

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo