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Editorial Notícia da edição impressa de 21/03/2016. Alterada em 20/03 às 20h10min

Sierra Maestra ficou para trás, EUA e Cuba reatam

Em 1959, um grupo de homens desceu da Sierra Maestra, em Cuba, e acabou por tomar Havana e toda a ilha do então presidente Fulgencio Baptista, tido como corrupto e que transformara Cuba em um local de turismo sexual. Os liderados de Fidel Castro e Che Guevara venceram, mas, pouco tempo depois, declinaram a sua posição comunista, em um mundo bem bipolar entre a potência do Tio Sam, os Estados Unidos da América (EUA), e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
A desapropriação dos negócios estadunidenses em Cuba levou Washington a bloquear toda a interação entre os EUA e os novos mandatários cubanos. Depois, veio a chamada Crise dos Mísseis, quando a União Soviética começou a instalar plataformas de lançamento, cujos foguetes alcançariam, facilmente, o território norte-americano. Sobreveio a tentativa de Washington com a invasão, promovida por mercenários, da Baía dos Porcos, rechaçada pelas tropas cubanas.
A fuga de habitantes de Cuba para a costa da Flórida tornou-se notícia corriqueira desde os anos de 1960. Milhares de cubanos queriam a liberdade, não aceitando o regime fechado de Cuba dos irmãos Castro e de Che Guevara. A propaganda, pró e contra os Castro e os Estados Unidos, passou a ser a tônica entre os dois países, um gigante e uma pequena nação do Caribe que implantou o socialismo na América Central.
No início do novo regime, os governantes tiveram muita simpatia dos Estados Unidos e da maioria das nações. Isso, entretanto, não durou muito. Quando Cuba desapropriou empresas norte-americanas e não pagou, o establishment do gigante do Norte lançou um bloqueio quase universal contra Cuba. O total embargo imposto pelos EUA asfixiou a economia da ilha.
Mas os exilados cubanos em Miami e grupos mais de centro-esquerda norte-americanos pediam o fim das restrições a Cuba. Na ilha, aos poucos, a rigidez do novo regime começou a dar alguns bons frutos nas áreas da saúde e educação, além dos esportes. No entanto, a ida de delegações cubanas a eventos desportivos internacionais trouxe problemas ao regime, pois era comum que atletas desertassem.
A Casa Branca acredita em acelerar as transformações por meio da abertura. Quer mais exportações de materiais para construção, implementos agrícolas e equipamentos de telecomunicações e informática com o objetivo de fortalecer o setor privado e o contato da população com mensagens políticas e comerciais do exterior, além, é claro, de abrir mercados para empresas dos EUA.
Entretanto, o contato enfurece a velha geração de exilados cubanos, cujo sonho de ter suas propriedades e poder político devolvidos pelos EUA fica definitivamente arquivado. Seus descendentes, que participaram da articulação da nova política, provavelmente estarão entre os beneficiários desses projetos. Acontece que Havana quer adaptar o modelo do Vietnã, ou seja, uma abertura econômica à iniciativa privada e ao capital estrangeiro dosada e controlada pelo Partido Comunista, com a intenção de prevenir o acirramento da desigualdade social visto nesse país e na China.
O proceso de "actualización", como se diz em Cuba, para não usar o termo reforma associado à catastrófica transição da Rússia, com o seu socialismo de mercado, pressupõe mais flexibilidade na gestão das estatais e um crescimento da importância de empresas familiares, cooperativas e empresas mistas com capital estrangeiro, sem abrir mão do controle estatal dos meios de produção. Isso lembra os projetos de Mikhail Gorbachev antes que a perestroika lhe fugisse ao controle. A história se repetirá, ou os cubanos encontrarão outro caminho?
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