Porto Alegre, quarta-feira, 09 de março de 2016. Atualizado às 13h21.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
22°C
26°C
21°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,6930 3,6950 1,20%
Turismo/SP 3,6900 3,9100 0%
Paralelo/SP 3,6900 3,9100 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

Transporte Público Notícia da edição impressa de 09/03/2016. Alterada em 08/03 às 22h11min

ATP ameaça suspender reajuste dos rodoviários se passagem não aumentar

ANTONIO PAZ/JC
Preço cobrado nos ônibus caiu de R$ 3,75 para os antigos R$ 3,25

Jessica Gustafson

A Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) tem alertado o município de que os prejuízos oriundos da redução da passagem do transporte coletivo da Capital, de R$ 3,75 para R$ 3,25, será cobrado, com possibilidade de ingresso de uma ação indenizatória. Ontem, os empresários anunciaram que não será apenas a prefeitura que pagará a conta, mas a situação pode estourar também no trabalhador.
Segundo o advogado do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), Alceu Machado, a decisão de suspender no próximo mês o reajuste acordado com os rodoviários, de 11,81%, se dá por uma questão de "força maior". Assim, a partir de março, os 11,81% de aumento nos salários e no vale-alimentação e o acréscimo de 12% no subsídio do plano de saúde dos trabalhadores deixarão de ser pagos.
"Quando se faz a convenção com os trabalhadores, existe o reajuste da tarifa para cobrir o aumento salarial. Agora, suspenderam o novo valor da passagem e as empresas já estão com R$ 3,4 milhões de prejuízo desde o dia 25 de fevereiro e não possuem nenhum tipo de subsídio, como acontece com a Carris", afirma.
De acordo com ele, o anúncio da medida é uma forma de alertar e demonstrar a preocupação dos consórcios. "Estamos vendo que judicialmente está complicado e estamos nos preocupando. Se perdurar essa indefinição, precisaremos fazer isso no pagamento do próximo mês", diz Machado, complementando que as empresas não irão recorrer aos bancos para pagar o salário dos funcionários. "Estão destruindo o sistema de transporte", ressaltou.
O Seopa já ingressou com uma petição junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região informando que as cláusulas econômicas da convenção coletiva de trabalho dos rodoviários, em vigor desde 1 de fevereiro, não serão mais praticadas. A decisão reflete o não cumprimento do contrato de licitação assinado com a prefeitura, segundo o qual a tarifa dos ônibus estava estipulada em R$ 3,46, acrescida do dissídio dos rodoviários e atualizada pelo IPCA.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, Adair da Silva, algumas empresas depositam o pagamento no primeiro dia útil do mês, e outras, no quinto dia útil, e o valor deste mês veio com o percentual acordado com as empresas. "Neste mês, recebemos tudo certinho, com o reajuste. Assinamos um dissídio, e ele precisa ser cumprido. A polêmica que está acontecendo é entre as empresas e a prefeitura. Não com a gente", disse Silva, demonstrando surpresa com a notícia.
O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, só informou que a prefeitura aguardava a decisão judicial e que iria avaliar o posicionamento das empresas de ônibus. Hoje, às 9h30min, haverá uma reunião entre o Seopa e o Sindicato dos Rodoviários para tratar do assunto.

Justiça nega pedido da prefeitura sobre reconsideração da tarifa


A desembargadora Marilene Bonzanini, da 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, rejeitou ontem o pedido de reconsideração efetuado pelo município e pela Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) sobre a redução da passagem dos ônibus. A magistrada explicou que eventuais fatos novos que possam, porventura, determinar a revogação da liminar, devem ser submetidos ao juízo de origem, ou seja, o 1º grau.
A atuação do tribunal, portanto, é eminentemente revisional, não se constituindo em um segundo juízo de tramitação da cautelar. A revogação da liminar, por fato novo, deve ser requerida na origem. A desembargadora informou ainda que este foi o segundo pedido de reconsideração formalizado.
"Como dito quando da resolução do anterior, tais intervenções prejudicam o processamento do agravo de instrumento. E, no momento, os autos estão em carga com os agravados para que apresentem contrarrazões", decidiu a magistrada. O mérito do recurso contra a decisão liminar ainda deverá ser julgado pelos desembargadores integrantes da 22ª Câmara Cível.


COMENTÁRIOS
Isaias - 09/03/2016 11h46min
Ok, que tal aproveitarmos o espírito da Lava-Jato e abrirmos os cálculos de passagem em POA de 2000 para cá? Hum! Lembram do preço do diesel informado pelas empresas? Que em momento algum bateu com os preços praticados observados pela ANP. Acho que é hora de colocar em panos limpos esse transporte de Porto Alegre.

DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Justiça nega pedido de reconsideração da suspensão do aumento da passagem
Segundo Marilene Bonzanini, os pedidos de uma possível revogação da liminar por fato novo devem ser submetidos ao Juízo de origem
Metroviários pedem contratação de mais seguranças pela Trensurb População segue mobilizada em manter tarifas de ônibus Conselho ratifica aumento de passagem de ônibus em Porto Alegre

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo