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Economia

- Publicada em 10 de Março de 2016 às 13:30

Dólar amplia queda sob efeito de eventos políticos e alta das commodities

 PICTURE DEPICTING US DOLLAR NOTES AND BRAZILIAN REALS AT THE EXCHANGE RATE OF ONE DOLLAR BILL PER 4, 03 REALS ON SEPTEMBER 22, 2015. THE BRAZILIAN REAL HIT AN ALL-TIME LOW TUESDAY, DIPPING IN VALUE TO 4.03 AGAINST THE DOLLAR WITHIN MINUTES OF THE MARKET'S OPENING AMID SNOWBALLING FEARS OVER A DEEPENING ECONOMIC CRISIS.  AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON

PICTURE DEPICTING US DOLLAR NOTES AND BRAZILIAN REALS AT THE EXCHANGE RATE OF ONE DOLLAR BILL PER 4, 03 REALS ON SEPTEMBER 22, 2015. THE BRAZILIAN REAL HIT AN ALL-TIME LOW TUESDAY, DIPPING IN VALUE TO 4.03 AGAINST THE DOLLAR WITHIN MINUTES OF THE MARKET'S OPENING AMID SNOWBALLING FEARS OVER A DEEPENING ECONOMIC CRISIS. AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON


CHRISTOPHE SIMON/AFP/JC
O dólar atingiu no fim da manhã desta quinta-feira (10) a menor cotação desde 1 de setembro de 2015, quando a moeda chegou a ser negociada a R$ 3,67 (fechamento daquele dia). A cotação abriu nesta quinta a R$ 3,65 e subiu a R$ 3,68 no fim da manhã (em linha com o fechamento desta quarta-feira), o que reforça o ambiente de alta volatilidade, disse o economista da Quantitas João Souza Fernandes. No começo da tarde, a moeda norte-americana recua ainda mais, em R$ 3,66.
O dólar atingiu no fim da manhã desta quinta-feira (10) a menor cotação desde 1 de setembro de 2015, quando a moeda chegou a ser negociada a R$ 3,67 (fechamento daquele dia). A cotação abriu nesta quinta a R$ 3,65 e subiu a R$ 3,68 no fim da manhã (em linha com o fechamento desta quarta-feira), o que reforça o ambiente de alta volatilidade, disse o economista da Quantitas João Souza Fernandes. No começo da tarde, a moeda norte-americana recua ainda mais, em R$ 3,66.
O piso de R$ 3,70 não era rompido desde 20 de novembro, citou o economista. Fernandes destaca que a situação é gerada pela combinação de dois fatores: eventos políticos dos últimos dias e a valorização das commodities, principalmente as minerais e petróleo.
O descompasso do momento, observou o economista, está por conta do Comitê de Política Monetária (Copom). A ata da reunião da semana passada, liberada nesta quinta-feira, dá sinais para a trajetória das taxas de juros, com estabilidade e possibilidade de queda ainda este ano. O documento detalha a decisão recente de manter, pela quinta vez consecutiva, a taxa básica (Selic) em 14,25% ao ano.
“O Banco Central indica juros estáveis e com queda, com isso mostra que não está reagindo às novas informações e adota postura mais leniente, sinalizando a flexibilização monetária”, analisou Fernandes.

Volatilidade em alta

O efeito de fatos recentes para o câmbio – vazamento da delação premiada do senador Delcídio do Amaral, condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e previsão de protestos) - já vem sendo capturado pelo mercado. Quanto mais o cerco se fecha sobre Lula e contamina o governo Dilma Rousseff, o câmbio cai.
Fernandes atenta para mais nuances do mercado. “Há os eventos políticos para justificar a queda da moeda, mas há outros fatores no Exterior que influenciam, como os preços das commodities.” No caso dos minérios, a alta ajuda o Brasil, que depende das exportações desse setor para melhorar o saldo comercial.
O economista da Quantitas acredita que um maior recuo da moeda norte-americana, ampliando a valorização do real, dependerá de alguma ocorrência mais forte na cena política. O especialista cita ainda que a forte reversão das cotações de produtos ocorre há três semanas e foi pouco antecipada pelo mercado. Essa situação pode estar sendo impulsionada por fatores  sobre os quais há muita incerteza, como a intensidade da desaceleração da economia chinesa.  
O quadro afeta economias emergentes, como o Brasil. O petróleo, que desceu a US$ 25,00 (barril) chega a US$ 37,00. Fernandes lembra ainda que não é só o real que se valoriza, e que as moedas de Rússia, Colômbia (os dois com reservas de petróleo), Austrália (minérios) e até Chile apresentam escalada das moedas.
O momento, pressionado por ingredientes políticos e externos, acabou subvertendo o que estava no visor do mercado, que era apostar na desvalorização do real, admitiu Fernandes. A Quantitas projetava câmbio a R$ 4,50 até o fim do ano, e pode rever essa estimativa. Ao mesmo tempo, não acredita que as quedas da temporada fiquem abaixo de cotação a R$ 3,60.
“Os indicadores econômicos não sustentam esta queda, já que a situação fiscal piora, o crescimento é baixo e a inflação resiste”, citou o economista. “O que comanda agora é a volatilidade.” Um maior risco de mudança de governo (que pode validar ou não mudanças no rumo da política econômica) pode aumentar o efeito, elevando ou reduzindo o dólar”, lembrou o especialista da Quantitas. 
Caso não se confirme a piora do ambiente político, Fernandes aposta que os chamados fundamentos da economia imperem, aí a lógica é dólar subindo. 
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