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Assembleia Legislativa Notícia da edição impressa de 17/02/2016. Alterada em 17/02 às 00h45min

Deputados apresentam emendas ao piso

ANTONIO PAZ/JC
Sindicalistas aproveitam para fazer corpo a corpo com parlamentares

Marcus Meneghetti

Enquanto transcorria a primeira sessão presidida pela deputada Silvana Covatti (PP) com projetos em votação, ontem, representantes de centrais sindicais abordavam os deputados estaduais no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa, buscando apoio para aumentar o índice de reajuste do salário-mínimo regional proposto pelo Executivo. Alguns parlamentares que inclusive já protocolaram emendas ao texto discursaram sobre o tema na tribuna.
O texto do governo prevê 9,6% de aumento, índice alcançado pelo seguinte cálculo: a inflação acumulada dos últimos 12 meses menos o crescimento negativo do PIB gaúcho. Os sindicalistas querem, no mínimo, 11,38% (o que corresponde a inflação acumulada de 1 fevereiro de 2015 a 31 de janeiro de 2016, segundo o INPC). As entidades empresariais, que também prometem visitar os parlamentares, defendem o reajuste zero.
Os sindicalistas se concentravam, principalmente, no Salão Júlio de Castilhos. Por ter contato direto com o plenário, o local é utilizado pelos parlamentares para fazer articulações políticas, conceder entrevistas ou simplesmente beber um café expresso. Entre um cafezinho e outro, os trabalhadores tentavam convencer os deputados a aumentar o índice de reajuste.
"Nossa intenção é construir uma emenda assinada por vários parlamentares. Já conversamos com os deputados da oposição e alguns da base, como os da bancada do PSB e PMDB. Nosso apoio está aumentando", relatou o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Guiomar Vidor.
A articulação dos trabalhadores parece estar dando resultado inclusive entre a base do governo. O deputado Elton Weber (PSB), do mesmo partido do secretário estadual do Trabalho, Miki Breier, que intermediou as negociações entre empresários e sindicalistas, protocolou ainda ontem de manhã a primeira emenda ao projeto do Executivo.
A proposta de Weber prevê reajuste de 11,31%, o que faria o piso regional variar entre
R$ 1.120,76 a R$ 1.420,32, da primeira faixa salarial à quinta. "Já temos uma posição da bancada do PSB. Estamos falando com outras bancadas para conseguir apoio à emenda. E acreditamos que o projeto tem que ser votado até a semana que vem", falou o autor da emenda.
Por outro lado, Any Ortiz (PPS) também propôs uma emenda, porém, mais próxima do que reivindicam os empresários. Trata-se de uma fórmula para calcular o reajuste, que, se aplicada a este ano, renderia uma reposição de pouco mais de 8%. Segundo esse método, primeiro se calcula quanto uma categoria representa do total de trabalhadores, para em seguida multiplicar esse percentual pelo aumento concedido no ano anterior. Depois de fazer essa equação com todas as categorias, calcula-se uma média de todas.
Para Any, o maior mérito da emenda é a criação de um método fixo para calcular o reajuste. "Hoje, dependendo da ideologia do governador, ele dá um índice maior ou menor. Acreditamos que o valor tem que partir da mesa de negociações, e o nosso cálculo prevê isso", defendeu. 
Vinicius Ribeiro (PDT) também pretende apresentar uma emenda que estipule uma fórmula para calcular a atualização do salário-mínimo regional. Entretanto, a bancada do PDT ainda não tem um posicionamento sobre a proposta do Executivo, por conta do adiamento das reuniões da bancada, depois do falecimento do ex-deputado e conselheiro do TCE Adroaldo Loureiro, pai do líder pedetista no Parlamento, Eduardo Loureiro.   
Segundo o líder do PTB, deputado Aloísio Classmann, a bancada também não decidiu como vai se posicionar em relação ao projeto.
Contudo, Vidor acredita que PTB e PDT vão apoiar a reivindicação dos sindicalistas as bancadas podem ser decisivas por contarem com cinco e oito cadeiras, respectivamente. "Se considerar o histórico de votações do PDT e do PTB, que sempre votaram pelo aumento do piso regional, eles vão apoiar nossa emenda", disse o líder sindical.

Representantes de centrais sindicais projetam atividades sobre o mínimo regional na semana


Lideranças das centrais sindicais traçaram ontem de manhã, em uma reunião conjunta, na sede da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), um cronograma de atividades para pressionar os deputados estaduais a aumentarem o índice de reajuste do salário-mínimo regional proposto projeto do Executivo. Além disso, querem acelerar a tramitação da matéria, em uma tentativa de levar à matéria ao plenário já na próxima semana. O corpo a corpo com os parlamentares começou ainda ontem, nos corredores da Assembleia e deve continuar ao longo da semana.
Os sindicalistas também solicitaram uma agenda com a presidente do Legislativo, Silvana Covatti (PP). "O objetivo do nosso encontro com ela é agilizar a votação da matéria", explicou o presidente da CTB, Guiomar Vidor. Na próxima terça-feira, a partir das 10h, as centrais sindicais convocam seus filiados a participarem de um ato em frente ao prédio da Assembleia. "A atividade vai acontecer horas antes da reunião de líderes (quando os deputados decidem o que vai entrar na pauta da sessão). Esperamos conseguir que a matéria entre na pauta da sessão de terça-feira", projetou Vidor.
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