Porto Alegre, quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016. Atualizado às 11h05.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
30°C
37°C
24°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,0360 4,0380 0,81%
Turismo/SP 3,7500 4,1700 0,47%
Paralelo/SP 3,7500 4,1700 0,47%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

Artigo Notícia da edição impressa de 17/02/2016. Alterada em 17/02 às 12h05min

Estado Zika

Rodrigo Piazzeta

Em 24 de outubro de 1996, a Lei nº 9.311 instituiu a CPMF após intenso debate na opinião pública. O governo federal, à época, lançou mão de todo o prestígio e reputação do Dr. Adib Jatene, então ministro da Saúde, para aprovar o imposto que elevaria a carga tributária sobre o nobre pretexto de melhoria da qualidade da saúde. Estima-se que, até o ano de sua extinção, 2008, o "Imposto da Saúde" tenha arrecadado mais de R$ 200 bilhões. Agora, um novo governo com viés político oposto àquele de 20 anos atrás tenta reinstituir a CPMF. A motivação de agora para o retorno do tributo varia conforme o interlocutor, podendo ser algo como "garantir 'perenidade' ao equilíbrio fiscal" ou elevar os investimentos para (novamente) a saúde, (e até mesmo) à educação. No momento que o Estado brasileiro volta a propor a reinstituição de um tributo que ficou marcado por sua pretensa relação direta com a melhoria dos serviços públicos de saúde, o País se depara com a incapacidade crônica de erradicar um inseto capaz de transmitir a dengue e, ainda mais sério, o zika. Ocorre que, em 1996, ano da primeira "CPMF", o famoso mosquito da Dengue já era alvo de campanhas e projetos governamentais para sua erradicação há muitas décadas. E, nos dias atuais, pleno século XXI, voltamos a discutir o "Imposto da Saúde" e o mosquito da dengue. Não seria um exercício de futurologia imaginar que, em alguns anos, estaremos discutindo um novo imposto para incrementar a arrecadação do Estado, para que este lance sua rede de proteção social aos milhares de cidadãos que nascerão com microcefalia. E não faltarão aqueles que, algum tempo depois, constatarão que o incremento de renda verificado pelo governo não teve reflexo no investimento para o fim ao qual se justificou e o mínimo investimento feito surtiu efeitos pífios.
Economista, diretor da Pactum
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Opinião econômica: Minha Escola, Minha Vida Opinião econômica: Pra não dizer que não falei das flores A moda do empreendedorismo Opinião Econômica: Fracasso

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo