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Artigo Notícia da edição impressa de 05/02/2016. Alterada em 04/02 às 21h39min

Se a indústria perde, todos perdem

Régis Haubert

O setor eletroeletrônico, que corresponde a 3% do PIB nacional, vem amargando uma série de derrotas que resultam em prejuízo para a sociedade brasileira. Isso porque, quando a indústria é afetada negativamente, estamos falando da redução da geração de riqueza da nação, que começa na indústria, afeta as cadeias de fornecedores, derruba os produtores de matérias-primas e termina em crise na renda familiar. Então estamos falando de toda a cadeia produtiva brasileira, e de toda a sociedade brasileira, não de uma classe empresarial.
Exemplo disso é o recente fim do benefício do PIS/Cofins na venda de produtos de informática. Nós, consumidores, pagaremos 10% a mais por celulares e tablets. Atitudes como essa são um verdadeiro tiro no pé, pois adotam um caminho equivocado, que podem depreciar ainda mais a indústria, além de prejudicar programas essenciais, como a inclusão digital. O que vemos hoje, como consequência, é a perda de empregos, fábricas parando de operar e uma crise de confiança generalizada atingindo empresários e consumidores.
Outra grave consequência dos erros na condução da política econômica nos últimos anos são as demissões. Nos últimos 12 meses, já foram fechados mais de 1 milhão e 200 mil postos de trabalho, sendo a metade deles na indústria de transformação, que já representou 18% do PIB em 2004 e hoje corresponde a apenas 9%. A valorização social de um povo passa pelo estímulo à autonomia das pessoas, não pelo assistencialismo. Deve-se ensinar a pescar, porque dar o peixe é um dos maiores crimes que um governo pode cometer.
Nos últimos anos, o comportamento econômico do Brasil tem sido comparado com o chamado "voo da galinha". O que notamos é que não se aproveitam os bons momentos para solidificar os parâmetros econômicos e institucionais, criando bases para um crescimento sustentado. No nosso setor, por exemplo, a produção física apresentou expressiva retração de 20% em 2015, afetando todos os segmentos.
A roda já foi inventada. Portanto, não precisamos mais de uma política industrial que atenda apenas ao que já está incorporado, mas de práticas que estimulem um salto em direção à nova fronteira, sob o risco de que fiquemos sempre correndo atrás de inovações ditadas pelo padrão mundial. Estamos falando da vida das pessoas: de poderem trabalhar, consumir, criar, inovar. Não há felicidade em um País em crise. Assim, se a indústria perde, todos perdem.
Diretor regional da Abinee
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