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Internacional

- Publicada em 20 de Fevereiro de 2016 às 13:53

Morre escritor e ensaísta Umberto Eco, aos 84 anos

Morreu nesta sexta-feira (19), aos 84 anos, em Milão, o escritor e ensaísta italiano Umberto Eco. A causa da morte não foi revelada, mas ele sofria de câncer. Filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, Umberto Eco era personalidade de renome no meio acadêmico. Seu romance mais célebre foi O Nome da Rosa, lançado em 1980. A obra foi adaptada para o cinema em 1986 pelo diretor Jean­ Jacques Annaud.
Morreu nesta sexta-feira (19), aos 84 anos, em Milão, o escritor e ensaísta italiano Umberto Eco. A causa da morte não foi revelada, mas ele sofria de câncer. Filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, Umberto Eco era personalidade de renome no meio acadêmico. Seu romance mais célebre foi O Nome da Rosa, lançado em 1980. A obra foi adaptada para o cinema em 1986 pelo diretor Jean­ Jacques Annaud.
No longa, Sean Connery interpreta o frade franciscano Guilherme de Baskerville, enquanto Christian Slater vive o noviço Adso von Melk. Ambos os religiosos investigam mortes que ocorreram em uma abadia no século 14. Na forma, trata­-se de uma obra que mescla a estrutura de um romance policial com a cultura humanista de Eco.
Seu último livro, Número Zero, foi lançado no ano passado como uma crítica ao mau jornalismo e à manipulação de fatos. À época, Eco disse: "Essa é a minha maneira de contribuir para esclarecer algumas coisas. O intelectual não pode fazer nada, não pode fazer a revolução. As revoluções feitas por intelectuais são sempre muito perigosas".
Ele também escreveu obras como O Pêndulo de Foucault (1988) e O Cemitério de Praga (2010) e os ensaios O Problema Estético" (1956), O Sinal (1973), Tratado Geral de Semiótica (1975) e Apocalípticos e Integrados (1964), trabalhos usados em cursos de comunicação em todo o mundo.
Umberto Eco nasceu na cidade de Alexandria, na região de Piemonte, norte da Itália, em 5 de janeiro de 1932. Contrariando os desejos do pai, que queria que ele fosse advogado, Eco entrou na Universidade de Turim para estudar filosofia medieval. Escreveu sua tese sobre o teólogo Tomás de Aquino e se formou em 1954.
Enquanto estava na universidade, diz que deixou de acreditar em Deus -um dos pilares de sua educação- e abandonou a religião.
Foi editor de cultura para a emissora estatal RAI e deu aulas na Universidade de Turim. Durante o ofício no meio cultural, entre as décadas de 1950 e 1960, conheceu artistas que tiveram forte influência em sua decisão de seguir com a literatura. Entre eles, destaca­se o Grupo 63, coletivo de neovanguarda que surgiu na Itália em 1963, pelas mãos de Francesco Agnello. Eco fez parte do grupo ao lado de Nanni Balestrini, Edoardo Sanguineti, Alberto Arbasino e Renato Barilli.
Em setembro de 1962, casou-­se com Renate Ramge, uma professora de arte alemã com quem teve um casal de filhos. Dividia o tempo entre sua residência em Milão -onde tinha uma biblioteca com 30 mil títulos- e sua casa de veraneio em Urbino- esta com 20 mil livros.
Em 1988, fundou o departamento de comunicação da Universidade de San Marino e, duas décadas mais tarde, tornou-­se professor e presidente da escola superior de humanidades da Universidade de Bolonha.
Folhapress
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