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Educação Notícia da edição impressa de 01/03/2016. Alterada em 29/02 às 22h07min

Sartori autoriza contratação de aprovados em concurso

ANTONIO PAZ/JC
Cpers/Sindicato realizou ato público ontem em frente ao Palácio Piratini

Jessica Gustafson

No primeiro dia do ano letivo da rede estadual, que iniciou ontem com a paralisação dos professores ligados ao Cpers/Sindicato e a ameaça de greve da categoria, o governador José Ivo Sartori autorizou o secretário de Educação, Vieira da Cunha, a nomear concursados onde haja efetiva necessidade de reposição. No ano passado, não houve nomeações, e mais de 5 mil aprovados em concurso da rede aguardam ser chamados desde 2013. "Precisamos agir com muita responsabilidade. Nossa principal preocupação é preservar o interesse dos alunos, que precisam ter aula. Vamos trabalhar para que não falte professores", disse o governador.
Segundo nota divulgada pelo Estado, as escolas e coordenadorias devem justificar a demanda de maneira detalhada para a Secretaria da Educação (Seduc), buscando equilíbrio entre a necessidade e a situação financeira do Rio Grande do Sul. A pasta informou que a autorização é válida para todo o ano letivo e que ainda não é possível prever o número de pessoas que serão chamadas.
A medida foi tomada após o Cpers ingressar com uma denúncia no Ministério Público sobre a contratação emergencial de funcionários de escolas. "Foram abertos contratos emergenciais quando existe pessoal aprovado em concurso esperando ser chamado nesta área. A Constituição diz que a entrada no serviço público é por concurso, e os contratos emergenciais só podem ser feitos quando não existe banco de espera", explicou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, durante a manifestação da categoria realizada ontem.
Em parceria com Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), ocorreu um ato público, com a realização da chamada "aula cidadã" para marcar o Dia Nacional em Defesa da Educação Pública e convocar a população a se preocupar com a causa. O sindicato orientou a categoria a suspender as aulas para que a comunidade escolar participasse da manifestação.
Na Capital, o ato teve início em frente à prefeitura. Após percorrer ruas do Centro, os professores se dirigiram para a frente do Palácio Piratini. "Estamos dando hoje um sinal vermelho ao governo. Esse é um ato nacional, com a presença de diversos dirigentes de outros estados. Nos dias 15, 16 e 17 de março, teremos greve nacional, e nós já informamos ao Estado que iremos participar. No dia 18 de março, realizaremos a nossa assembleia e discutiremos se ampliaremos a paralisação. Está nas mãos do governador", ressaltou.
Entre as pautas que influenciam na decisão da greve estão, segundo Helenir, o fechamento de turmas, principalmente as da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o parcelamento do salário dos servidores, que acontece pela terceira vez desde o início da gestão de Sartori. Ontem, foi paga a primeira parcela, no valor de R$ 1.750,00. Até o dia 15 de março, o restante deve ser depositado. "Estamos cumprindo o nosso dever, e o governo não está cumprindo o seu. Também lutamos contra a defasagem dos salários, pois hoje o governo nos deve 69,4% em relação ao piso dentro do plano de carreira", disse a presidente.
A Seduc informou que não iria tornar público o número de escolas que não tiveram aula ontem. Segundo o Cpers, 80% das 2,5 mil instituições escolares aderiram à paralisação. As maiores escolas da Capital, como o Colégio Júlio de Castilhos e o Instituto de Educação General Flores da Cunha, ficaram sem aulas. Hoje, o dia será normal na rede estadual.
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