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Meio Ambiente Notícia da edição impressa de 19/02/2016. Alterada em 18/02 às 21h47min

Começa recuperação de árvores da Redenção

JONATHAN HECKLER/JC
Depois da poda das copas, árvores são erguidas para se estabilizar

Jessica Gustafson

A recuperação de três arvores que inclinaram no Parque da Redenção, durante o temporal do dia 29 de janeiro, teve início nesta quinta-feira. Além de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam), um grupo de voluntários está participando do processo de resgate. Outros vegetais, no parque Marinha do Brasil, que teve 50% das árvores derrubadas ou gravemente danificadas pelos fortes ventos, podem passar pelo mesmo trabalho, que consiste em erguê-las após a poda das copas para diminuir o peso e escorá-las para um período de adaptação que poderá ser de um ano ou mais.
Regina Carvalho Patrocínio, bióloga da Smam e responsável pela zona que compreende a Redenção, afirma que a escolha das três árvores se deu pela condição do vegetal e do solo. "As que optamos pela recuperação estão com a raiz parcialmente fora do solo, mas não totalmente. A avaliação foi feita caso a caso. Quase mil árvores foram danificadas ou caíram no parque. Temos, por exemplo, uma paineira enorme, mas que, pela condição do solo na região do parque onde ela está, percebe-se que não é possível", explica. De acordo com Regina, foi levado em conta também se o local apresenta passagem de pessoas.
No Marinha, pelo menos duas árvores devem ser resgatas. "Algumas, pelo tempo que já passou desde o temporal, fica inviável. Muitas vezes é uma área úmida, que é garantia de sobrevivência para a árvore, mas que recebe muitas pessoas. E pode existir risco de cair", ressalta.
A bióloga diz que as podas que são realizadas pela Smam são corretivas e em relação à arborização urbana. Já nos parques, o trabalho precisa ser de prevenção, com a elevação das copas e a retirada dos galhos secos. "Nós viemos em um crescente no trabalho de arborização urbana. Entretanto, temos desafios. Um deles é a terceirização do trabalho de poda, que, pela terceira vez, não teve habilitados na licitação. Se pedimos os equipamentos necessários e a quantidade suficiente para atender à demanda, para cobrir a nossa falha, que é a prevenção, não conseguimos contratar empresas", explica.
Neste momento, o foco do trabalho está ainda na limpeza dos parques e no cuidado com os vegetais que podem ser recuperados. O replantio será feito posteriormente.

Voluntários e ativistas afirmam que alguns vegetais foram cortados sem necessidade


Na manhã desta quinta-feira, os voluntários chegaram ao parque trazendo suas ferramentas, água e capacetes. Gabriel de Negreiro, formado em Educação Física, foi um dos primeiros a chegar e disse que estava disposto a ajudar no que fosse necessário. "Quando a limpeza começou no parque, uma amiga e eu encontramos um caminhão, que estava recolhendo pedaços de madeira e folhas, e nos oferecemos para ajudar. Eles aceitaram e ficamos o dia todo aqui. Algumas pessoas passavam, viam que estávamos auxiliando e nos ajudavam também", disse.
Para ele, a sociedade precisa, além de usufruir dos locais da cidade, se tornar responsável por eles também. "A Redenção é um bem público, e precisamos contribuir com esse espaço tanto para nós quanto para os outros. Parte do abandono dos espaços públicos se dá por isso, porque as pessoas não enxergam aquele local como seu", destaca.
O biólogo Marcelo Frangipani diz que o grupo se reuniu com a prefeitura logo após o temporal para falar sobre a preocupação com árvores que poderiam ser levantadas, mas que estavam sendo cortadas. "Tivemos várias reuniões com a Smam e viemos ao parque acompanhados pelos técnicos da secretaria para ver quais seriam recuperadas. Além das três que serão estabilizadas, teremos mais duas que ficarão tombadas, mas irão rebrotar mesmo caídas", ressalta.
A ideia do grupo é continuar com a ação no Marinha e em outros locais que tiveram queda de vegetais. "Muita coisa foi cortada sem necessidade. Os técnicos da Smam são capacitados, mas falta pessoal para tudo. Tivemos pessoas do DMLU e até do Exército na limpeza", critica.
A historiadora e geógrafa Tatiana Xavier, coordenadora de ativismo da Anistia Internacional, concorda com a crítica de Frangipani e diz que a visão do grupo de ativistas que está empenhado na questão difere um pouco da defendida pela prefeitura. Tatiana acredita que, se laudos fossem feitos rapidamente nos vegetais danificados, muitos poderiam ter sido recuperados.
"Nós chegamos aqui e marcamos 40 tocos que poderiam ser preservados, pois estavam brotando. Entretanto, nos falaram que era inviável fazer isso, pois não conseguiriam fazer o monitoramento de todos, e que a população não poderia esperar. Agora, isso não está muito em questão, pois falta mão de obra, técnicos para fazer laudos e maquinário", afirma.
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