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agronegócios Notícia da edição impressa de 19/02/2016. Alterada em 18/02 às 21h48min

Primeiras lavouras de soja começam a ser colhidas no Estado

MAURO MATTOS/ARQUIVO/PALÁCIO PIRATINI/JC
Produtividade inicial tem sido de 50 sacas por hectare nas Missões

Embora com percentual ainda muito pequeno - menos de 1% -, a colheita da soja já foi iniciada no Rio Grande do Sul e deve se acentuar a partir de agora, segundo a Emater. Na região das Missões, em municípios como São Paulo das Missões, foram colhidas as primeiras lavouras do cedo, com produtividade de 50 sacas por hectare, e, no Alto Uruguai, a colheita do grão nas áreas com cultivares mais precoce e plantio mais do cedo também já começou.
As condições meteorológicas têm sido favoráveis à oleaginosa. A maior parte das plantações está em florescimento e formação do grão (80%), e as chuvas regulares, intercaladas com períodos de sol, contribuíram com o desenvolvimento das plantações. O monitoramento de pragas continua registrando baixa pressão de lagartas e percevejos, mas ainda assim os agricultores estão realizando tratamentos.
Na cultura do milho, os produtores aceleram a colheita, visando retirar a maior área possível, em razão do início da safra da soja, preferencial entre as culturas. As condições de tempo permitiram concluir os trabalhos nas primeiras áreas semeadas, com a produtividade entre 8,5 e 12 toneladas por hectare. A qualidade do produto colhido é muito boa, não apresentando índices significativos de grãos avariados.
Está em andamento final o plantio das áreas da safrinha, mesmo que fora do zoneamento agroclimático (lavouras semeadas no pós-fumo ou 2º plantio).No geral, as lavouras do milho do tarde germinaram e se desenvolvem muito bem, inclusive as plantadas em início de janeiro, que já estão recebendo a primeira adubação nitrogenada. Em relação ao milho para silagem (cerca de 350 mil hectares), a colheita segue para o seu término com rendimentos muito bons (entre 35 e 40 toneladas).
A lavoura arrozeira permanece com muito bom desenvolvimento, beneficiada pelas condições meteorológicas. Os produtores semearam recentemente as áreas danificadas com as enchentes do final de 2015, e esse atraso no plantio ocasionou falta de uniformidade nos estágios das lavouras. Mesmo assim, isso não deverá diminuir a produtividade média prevista para a cultura.
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