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Navegação Notícia da edição impressa de 11/02/2016. Alterada em 10/02 às 19h52min

Agronegócio contribui para movimentação recorde no porto do Rio Grande

ACERVO SUPRG /DIVULGAÇÃO/JC

Jefferson Klein

No ano passado, o porto do Rio Grande registrou a maior movimentação de carga da sua história, atingindo 37.667.299 de toneladas (incremento de 8,9% quando comparado a 2014). O superintendente do complexo, Janir Branco, credita o bom resultado, apesar da crise econômica, ao desempenho do agronegócio gaúcho, que viveu um momento excelente.
Em 2015, houve um intenso transporte de soja e de seus derivados. Branco ressalta ainda - embora não tão expressivo - o crescimento do trabalho com contêineres, com itens como resinas, tabaco e arroz. O complexo soja (óleo, farelo e grão) representou 37,8% da movimentação total do porto e teve um crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior. Foram movimentadas 14,2 milhões toneladas desse segmento. Na carga geral houve um aumento de 15,6%, passando de 7,8 milhões de toneladas para 9,08 milhões de toneladas. O granel sólido teve incremento de 10,7%, ultrapassando 24,5 milhões de toneladas.
A China foi o principal destino das exportações, com mais de 10,7 milhões de toneladas, enquanto a Rússia foi o país que mais enviou produtos ao porto do Rio Grande, acumulando 672,3 mil toneladas. No total, foram 3.067 embarcações que movimentaram cargas no Porto Novo e no Superporto.
Para 2016, Branco admite que ainda restam muitas dúvidas, contudo a expectativa é positiva, devido à perspectiva de uma nova boa safra de soja. O porto também deverá aumentar a movimentação de celulose em consequência da ampliação da capacidade da planta da CMPC Celulose Riograndense no Estado. Além disso, o porto passará neste ano por duas obras importantes: a modernização de 1.125 metros do cais do Porto Novo e uma dragagem de manutenção. O superintendente adianta que essa última iniciativa será feita com recursos do governo federal e deverá começar até meados de abril. A estimativa é que os trabalhos, depois de iniciados, levem aproximadamente 10 meses para serem finalizados. O custo da ação é de R$ 368 milhões.
Atualmente, a profundidade do Porto Novo é de 10,5 metros, com operação em 9,45 metros, e no Superporto é de 14 metros, com 12,8 metros operacionais. Depois da dragagem, a intenção da Superintendência é conseguir homologar, com a Marinha, o Superporto com 16 metros de profundidade (operacional de cerca de 14,5 metros) e fora da Barra (acesso ao porto) 18 metros. O canal homologado deixa uma sobra da profundidade alcançada de fato, como uma medida de segurança. "Com o serviço, o porto ficará muito mais competitivo", ressalta Branco. Após esse objetivo ser alcançado, o dirigente pretende discutir com a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP) uma futura dragagem de aprofundamento.
Já a modernização do cais do Porto Novo deverá ter um módulo entregue no mês de março, com a meta de melhorar a condição da operação das embarcações que trabalham com celulose. O governo federal está investindo cerca de R$ 100 milhões nessa ação, que deverá ser concluída ainda neste ano.

Diminui número de inquéritos envolvendo a navegação


SUPRG/DIVULGAÇÃO/JC
O nível de segurança no tráfego aquaviário no entorno do porto do Rio Grande é satisfatório, considera o comandante da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul (CPRS) e capitão de Mar e Guerra, José Vicente de Alvarenga Filho. Na área de jurisdição da Capitania, que envolve, além do porto do Rio Grande, parte das lagoas dos Patos (até Barra do Ribeiro e Tapes) e Mirim (por volta de Jaguarão e Santa Vitória do Palmar), assim como trecho oceânico ao sul do município de Tavares, essa questão vem melhorando. Ao longo do ano passado, foram registrados 33 inquéritos, em comparação aos 52 casos em 2014.
Esses processos são notificações de acidentes e fatos de navegação, como, por exemplo, uma embarcação que teve problemas nas máquinas e precisou entrar no porto sem que a situação fosse prevista. Porém, a maior parte dos incidentes são abalroamentos entre navios, colisão com sinais náuticos ou cais, encalhes, entre outros.
Alvarenga Filho também considera satisfatória a operação dos navios mercantes no porto do Rio Grande. De acordo com o comandante, as embarcações estrangeiras que chegam no complexo são inspecionadas e, se tiverem condições de máquina, de equipamentos ou de tripulação inferiores aos padrões de segurança, é gerada uma notificação.
Se for algo grave, o navio pode ficar detido. Em 2015, somente uma embarcação foi detida no principal porto gaúcho, contra 14 no ano anterior. "Eu interpreto da seguinte forma: como os inspetores e os critérios são os mesmos, os armadores que vêm para cá já sabem que têm que vir em boas condições, porque somos rigorosos e cumprimos a lei", enfatiza o capitão.
Algumas das dificuldades enfrentadas pela Capitania em Rio Grande são as águas turbulentas, as correntezas e os ventos fortes. O capitão recorda que a barra, normalmente, fica impraticável entre 40 e 60 dias ao ano, sendo que isso ocorre na maioria das vezes no decorrer do inverno, quando aumentam os períodos de mar revolto.
Alvarenga Filho detalha que existem parâmetros meteorológicos que, quando ultrapassados, a operação precisa ser interrompida. "Minha preocupação como capitão dos portos não é com o prejuízo econômico que o armador ou terminal terão se o navio esperar mais tempo para entrar, para mim o mais importante é a segurança", frisa.
Alvarenga Filho explica que fatores como a corrente superar os 3,5 nós (6,5 quilômetros por hora) fazem com que a operação de um navio mercante seja interrompida. O mesmo ocorre se o vento superar 35 nós (65 quilômetros por hora) ou se um nevoeiro impedir a visão acima de 500 metros na área a ser navegada. "Uma das coisas que eu aprendi nesses 30 anos na Marinha é que temos que respeitar a natureza", diz o comandante.

Terminal de Contêineres registra crescimento de 6,2%


FELIPE DUMONT/DIVULGAÇÃO/JC
Mudanças de cenário, como é o caso da crise econômica e da valorização do dólar, prejudicam o Tecon
Mesmo que não no mesmo ritmo das commodities agrícolas, o transporte de contêineres também aumentou no ano passado no Estado. O Tecon Rio Grande registrou um crescimento de 6,2% na movimentação, trabalhando com 743 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). O diretor-presidente da empresa, Paulo Bertinetti, detalha que, apesar de ter ocorrido uma queda nas importações, o resultado foi suportado através do incremento das operações de exportações e cabotagem.
Apesar do crescimento, o executivo ressalta que o complexo precisa de escala e volume para ter uma operação satisfatória. Mudanças de cenário, como é o caso da crise econômica e da enorme valorização do dólar, são nocivas para o dia a dia da companhia. Bertinetti cita ainda como um problema a "pancada" com o encarecimento da energia, cujo custo aumentou 96% para o Tecon.
De acordo com o dirigente, 2016 é um ano de preocupação e um momento difícil para tomar decisões importantes devido às dificuldades econômicas e políticas. Apesar desse cenário, o Tecon espera receber, até o início de 2017, três guindastes STS (Ship to Shore Container Crane) e oito RTGs (Rubber Tyre Gantry Crane - guindaste de pórtico sobre pneus). A empresa desembolsou US$ 40 milhões na aquisição desses equipamentos.
Bertinetti também espera ver muito em breve operando com contêineres o terminal Santa Clara, localizado em Triunfo (o grupo Wilson Sons, controlador do Tecon, está envolvido no projeto). Hoje, a estrutura opera apenas com produtos petroquímicos da Braskem. No entanto, o executivo explica que, para o complexo voltar a lidar com contêineres (atividade que deixou de desenvolver em 2009), será necessário ter disponibilidade de embarcações adequadas para fazer a viagem até o porto do Rio Grande.
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