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Artigo Notícia da edição impressa de 01/02/2016. Alterada em 31/01 às 19h53min

Redes sociais: solidão moderna

Dilso José dos Santos

Gosto do Facebook, às vezes ele me parece uma versão atualizada da Ágora grega; em outras, não. Bem democrático, mas como em tudo na vida, é preciso que nos afinemos para este instrumento. Confesso que já toquei canções bem tristes nele, algumas belas, até. Produzi acordes ruidosos, destoantes; outros, pouco mais sensíveis e harmoniosos. Tudo depende como eu já disse de nossa afinação. Bom que somos humanos, agora contando com uma janela aberta para toda e qualquer emoção. Com ele, fica difícil se esconder de nós mesmos.
Por outro lado, ele (o Facebook) tornou-se uma maneira moderna de solidão: nele estamos todos juntos e ao mesmo tempo sozinhos. Medida que, dependendo da circunstância, não parece ser tão ruim. Sempre nos povoamos por lá. Cada um com a sua vida, e todas elas à deriva na terceira margem de um mesmo rio. Sim, estamos cheios de lonjuras, as mais distantes sempre estarão dentro da gente. Com isso, a felicidade ganhou cara nova, ela é uma saudade do que foi sem ter partido: é uma rede social, porque dentro dela ninguém parte, mesmo tendo que ir.
Entretanto, tudo está no plural. Nas redes, inclusive, "sozinhamos" em coro, em centenas de vozes. O que é perigoso, já que as palavras se esticam nos arcos e, quando projetadas por arames tortos, acabam perdendo o rumo e atingindo um passante qualquer naquela multidão virtual. Enfim, sem mais delongas, nem sempre importa o que os olhos pensam que sabem competência instantânea e insípida do tipo Nescafé. Às vezes, desacelerar é preciso. Isso dá até certa saudade do cafezinho que minha avó demorava a passar. Valia o tempo, o cheiro e o gosto, pois sabor e saber são cores impossíveis quando damos exclusividade à visão. Nem todos os sentidos sabem se completar à distância. Mas isso foi no tempo em que a realidade prevalecia e os dedos sentiam outras mãos, além do teclado. Já foi.
Professor, Vera Cruz/RS
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