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artigo Notícia da edição impressa de 06/01/2016. Alterada em 05/01 às 21h28min

A nau dos não nascidos

Anna Maria Petrone Pinho

Madrugada do dia 3 de janeiro, acordo intrigada. Um sonho transportara-me a um lugar inusitado. A Interpretação dos sonhos, de Freud, não o explicava. Não havia restos do dia anterior, traumas ou desejos inconscientes. Nada. No dia anterior, tratara de assuntos pontuais, recebera visita de uma amiga com planos grandes e orçamento pequeno.
No entanto, enquanto dormia, visitei uma sala sem pintura nas paredes, sem móveis, onde uns 30 adultos jovens encontravam-se agrupados. Vestiam túnicas nude. Disseram-me que eram pessoas não nascidas, cuja trajetória fora interrompida por um aborto. Queixaram-se que queriam alegrar o mundo e transformá-lo em algo melhor.
Um jovem falou que queria ser escritor, e uma jovem acrescentou: eu também queria escrever. Eu, deseducadamente, repliquei: "não precisa, já há muita gente escrevendo no mundo".
Outro disse que seria compositor de música erudita. Para esse eu falei que fazia falta, porque há pobreza nessa área. Estavam todos tristes, porque não os deixaram nascer, alegrar o mundo e cumprir sua missão. Perguntei que lugar era aquele. Responderam: é a nau dos não nascidos. Não entendi.
Não havia barco, água, mastros, âncora, nada que lembrasse uma nau. Mesmo sem entender coisa alguma, atendo ao que me pediram: que contasse às pessoas da sua tristeza. Não sou espírita, não frequento sessões, não tomo passes, só avanço até onde a ciência me leva. Tenho até uma forte tendência materialista. Mas a nitidez daquela cena, aqueles pedidos tão comoventes e sinceros me fazem transmiti-los a vocês. Quem souber decifrá-los, que me explique.
Advogada
 
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