Porto Alegre, domingo, 10 de janeiro de 2016. Atualizado às 21h19.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
27°C
31°C
20°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,0380 4,0400 0,34%
Turismo/SP 3,7000 4,2300 0,47%
Paralelo/SP 3,7000 4,2300 0,47%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

Habitação Notícia da edição impressa de 11/01/2016. Alterada em 10/01 às 20h28min

Consumidor terá 'saldões' e crédito restrito

CLAITON DORNELLES/JC
Projeção do Índice FipeZap espera redução de até 6% nos preços imobiliários em 2016

O mercado imobiliário fincou o pé num ciclo de baixa. O cenário de queda nas vendas, nos lançamentos e na concessão de crédito abriu espaço para a negociação na compra da casa própria, apesar das restrições impostas pelos bancos nos financiamentos. Para 2016, os especialistas ainda recomendam a procura por barganhas, mas é preciso pesar as escolhas diante da incerteza da economia e política. "A incerteza é elevadíssima e impõe desafios adicionais sobre a escolha de se endividar por 20 ou 30 anos", diz Luiz Calado, economista e autor do livro Imóveis - seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio.
Segundo o Índice FipeZap, que coleta preços de imóveis anunciados na internet, na média de 20 cidades pesquisadas, o metro quadrado subiu 1,32% em 2015. Para 2016, porém, a projeção é de queda - a primeira desde a criação do indicador, em 2008 - de até 6% no valor dos imóveis. "Estamos voltando para níveis de 2011 ou 2010", destaca Eduardo Zylberstajn, coordenador da pesquisa.
Outro levantamento feito pela Fipe e pelo Zap mostra que os descontos médios passaram de 6,8%, no início de 2015, para 8,1% no terceiro trimestre. Na mesma comparação, menos transações são realizadas sem nenhum tipo de decréscimo no preço de oferta: o percentual era de quase 30% no início do ano e chegou 23,1%.
Para Lúcio Delfino, presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), outra opção é escolher uma unidade usada. "A restrição e o encarecimento do crédito imobiliário têm influenciado muito a liquidez desses imóveis e facilitado a vida do comprador", diz.
O presidente do Secovi-SP, o sindicato da habitação de São Paulo, Cláudio Bernardes, acredita que essa janela de oportunidade dura até, pelo menos, 2017. "Após o fim da crise, o mercado estará com baixo estoque e com a produção paralisada. Logo, pode haver um aumento de preço, assim como ocorreu nos EUA na retomada da crise imobiliária."
O preço dos aluguéis também está em baixa e, num cenário de juro alto, pode ser uma boa aposta optar pela locação e aplicar na renda fixa. No futuro, os ganhos da aplicação podem ser revertidos para o valor de entrada do imóvel.
Apesar das barganhas, conseguir financiamento bancário não será tarefa simples. Segundo a Abecip, entidade que reúne os bancos que captam recursos da poupança para aquisição e construção de imóveis, a liberação de recursos somou R$ 70,8 bilhões em 2015 até novembro e deve cair para R$ 60 bilhões neste ano.
Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip, diz que a forte retirada de recursos da poupança deixou claro que o setor não pode apostar só na caderneta para financiar o crédito.
Para ele, o financiamento habitacional deve passar de um cenário baseado em taxas reguladas e crédito direcionado para um leque mais amplo de captação. Entre as opções, cita o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e a Letra Imobiliária Garantida (LIG) - essa última já está regulamentada, mas não estreou no mercado.
Quem ganhou espaço em 2015 foi o consórcio de imóveis. As vendas de novas cotas para compra da casa própria cresceram 45,6%, enquanto o crédito da modalidade somou quase R$ 6 bilhões (alta de 8%).
"Com as altas taxas de juros e orçamento mais restrito, o consumidor passou a olhar para o consórcio como uma maneira de planejamento", diz Paulo Rossi, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac).

Congresso pode institucionalizar multas a construtoras por atraso na entrega de moradias


A aplicação de multas às construtoras que atrasarem, em mais de 180 dias, a entrega de imóveis pode se tornar lei a partir de 2016, institucionalizando uma medida já acatada como praxe pela Justiça. As empresas poderão ser punidas com multa mensal de 0,5% do valor pago pelo comprador e mais multa compensatória de 1% sobre o montante já quitado.
As diretrizes estão presentes no Projeto de Lei nº 16/2015, da Câmara dos Deputados, que tramita em conjunto com o Projeto de Lei do Senado nº 279/2014. Sob autoria do deputado Eli Correa Filho (DEM-SP), o projeto foi relatado na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO). O parecer, aprovado na comissão, rejeitou o projeto de lei do Senado e aprovou o da Câmara, com emendas. As matérias estão prontas para inclusão na ordem do dia do Plenário do Senado em fevereiro.
O projeto modifica a Lei nº 4591/1964, que regulamenta as incorporações imobiliárias, para incluir o prazo máximo de 180 dias de atraso, contados da data fixada para entrega das chaves, e os porcentuais de multas para quem ultrapassar o período. A proposta também prevê a atualização dos valores das multas pelo mesmo índice incluído no contrato e admite a dedução nas parcelas do saldo devedor.
A proposta em tramitação no Congresso determina ainda que as incorporadoras enviem informações mensais ao comprador sobre o andamento das obras e notifiquem, seis meses antes da data combinada para a entrega do imóvel, quanto a possíveis atrasos. As novas normas passarão a valer para os contratos celebrados 90 dias após publicadas as mudanças na lei.
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
'Se há famílias nas ruas, é necessária uma solução', diz defensora pública Moradores são contra nome proposto à rua Juros maiores são desafio no Minha Casa 3 FGTS vai bancar R$ 8,1 bilhões para faixa 1 do Minha Casa em 2015 e 2016
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vai transferir, no mínimo, R$ 8,1 bilhões do lucro líquido do fundo para o governo bancar as moradias para as famílias de baixa renda do Minha Casa Minha Vida em 2015 e 2016

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo