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Começo de Conversa Fernando Albrecht


Começo de Conversa

Notícia da edição impressa de 01/02/2016

O efeito perfeito

Não é que a tempestade seja perfeita, os efeitos dela sim. Nenhuma atividade humana conseguiu viver nem com remota normalidade em Porto Alegre desde sexta-feira à noite. Praticamente todas as ruas e suas quadras da região Central foram atingidas, todas perderam árvores e/ou galhos. Um resumo da devastação é a Gonçalo de Carvalho famosa pelo túnel verde , mas não só ela. Pelo menos um dos quatro cavaleiros do Apocalipse galopou na Capital na noite de sexta-feira, dia 29 de janeiro de 2016.

Energia: a falta que ela faz

Nestas horas é que se sente como a energia é a base de tudo. E aí complicou geral. Sem energia para geladeiras e freezers, sem bateria para o celular e o note, sem porteiro eletrônico, sem elevador, sem bomba para encher a caixa d'água. O pior é que alguns bairros da Capital ainda estavam sem luz no domingo a noite.

As brigas

Em pelo menos um supermercado houve briga de encontrão pela disputa de sacos de gelo, para tentar manter a temperatura nas geladeiras. Houve disputa por tomadas elétricas em bares, cafeterias e supermercados. No trânsito, não raro, irresponsáveis não diminuíam a marcha nas esquinas, mesmo com as sinaleiras fora do ar.

Antiguidades de volta

Velas, e um bom estoque delas, fósforos e isqueiro, berrar da rua para chamar alguém na janela do prédio, ou estender uma cordinha com cesto para deixar ou apanhar objetos.

Perdidos na noite

Com muita gente viajando ou nas praias, trafegar à noite dava uma sensação de Mad Max. Fios e galhos no chão obrigavam a diminuir a marcha, então vinha o medo e o pânico do assalto. Dentro e fora. Poucos estabelecimentos abriram, obviamente. E boa parte lá foi para carregar o celular.

Em compensação...

...conforta um pouco ver que, nestas horas, o sentimento de solidariedade brota em boa parte da população. Algumas pessoas se postavam nas ruas para alertar sobre perigos como fios e vegetais caídos. E nas filas, bastava dizer que não sabia onde encontrar isso ou aquilo que lá vinham sugestões de todos os lados.

Sem contato

Antes das baterias descarregadas dos celulares e notes e sem fonte para recarregá-las, houve outro drama: a internet. Invariavelmente vinha o aviso "sem conexão". Então a salvação foi o radinho de pilha.

Agulha no palheiro

Supermercados, eletricistas, vidraceiros, marceneiros, oficinas mecânicas, profissionais que lidam com telhas/telhados/gesso, estes têm faturamento garantido no mínimo por dois meses. Achar um bom profissional destas áreas não é fácil. Muito menos barato. E se achar um realmente bom, escravize-o financeiramente.

Miúdas

  • EM matéria de segurança pública, a população está à beira de um ataque de nervos. Pânico logo ali.
  • FALECEU, na sexta-feira, o professor e ex-presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o psiquiatra Sérgio Pinto Machado. Grande perda.
  • QUANDO se teme até jantar em um restaurante com medo de assaltos, olhem, é uma sensação terrível essa.
  • PERIGO, perigo: pilotos e comissários de bordo decidiram entrar em greve a partir do dia 3 de fevereiro.

Finais

  • GUARIDA lança ferramenta para auxiliar estudantes na busca pelo imóvel ideal para alugar em Porto Alegre.
  • ATÉ o fechamento desta coluna, a luz ainda não havia voltado em alguns bairros de Porto Alegre. Isso significa mais de 48 horas sem energia elétrica. O Independência era um deles, eterno sacrificado...



COMENTÁRIOS
Sérgio A.Oliveira - 01/02/2016 19h58min
Isso q.foi um furacãozinho Cat.1 (ventos acima de 117 Km/h).Imaginese um Catrina da "vida".

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