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JC Logística

- Publicada em 14 de Janeiro de 2016 às 15:37

Embraer lança nova geração de jatos para a aviação regional

Companhia ainda se tornou mais eficiente, enxugando custos

Companhia ainda se tornou mais eficiente, enxugando custos


EMBRAER/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Kolling
Ao som de bossa nova, a Embraer e a Azul Linhas Aéreas celebraram, no final de 2015, a entrega da unidade 1.200 de aviões da família E-Jets. São jatos para a aviação comercial, no segmento de 70 a 130 assentos, voltados aos voos regionais. Não por acaso, a aeronave 1.200 foi para a brasileira Azul, uma das grandes compradoras desses jatos da Embraer, que estão no mercado desde 2004 - o projeto de fabricação começou bem antes, lá em 1999.
Ao som de bossa nova, a Embraer e a Azul Linhas Aéreas celebraram, no final de 2015, a entrega da unidade 1.200 de aviões da família E-Jets. São jatos para a aviação comercial, no segmento de 70 a 130 assentos, voltados aos voos regionais. Não por acaso, a aeronave 1.200 foi para a brasileira Azul, uma das grandes compradoras desses jatos da Embraer, que estão no mercado desde 2004 - o projeto de fabricação começou bem antes, lá em 1999.
O segmento da aviação, aliás, funciona assim, com muito planejamento e bastante antecedência nos investimentos. Também por isso, as atenções na cerimônia já estavam voltadas para a nova geração de jatos comerciais da Embraer, a chamada E-2. O protótipo será apresentado neste semestre e fará o primeiro voo ainda em 2016. Chega ao mercado em 2018.
"O E-2 é um upgrade dos E-Jets atuais. É um avião que vai trazer uma eficiência ainda maior, com redução no consumo de combustível da ordem de 15%, melhorias técnicas, e vai chegar já com uma maturidade bastante elevada", projeta o CEO e presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva.
Os aviões da nova família terão entre 80 e 132 assentos e já são um sucesso de vendas: ainda em 2015, a empresa já tinha uma carteira de pedidos de 640 unidades, sendo 267 contratadas, e 373 opções de compra. A Azul mesmo já encomendou 30 jatos do modelo E-2, com 132 assentos, sem poltronas no meio, são duas em cada lado da aeronave. Cada avião vai custar US$ 64,2 milhões.
A boa aceitação do mercado não é de hoje e está longe de estar restrita ao Brasil. A Embraer já vendeu E-Jets para 70 companhias aéreas de 50 países. No dia em que a reportagem visitou a fábrica de São José dos Campos (SP), por exemplo, era possível visualizar em um só hangar jatos com bandeiras de companhias do Alasca, Holanda, China e Alemanha.
Hoje, cerca de 60% da receita da Embraer vem da aviação comercial - a empresa também fabrica jatos executivos, agrícolas e atua ainda em defesa e sistemas - e mais de 80% desses recursos têm origem na exportação.
Também por isso, a empresa privada brasileira não sofre tanto com a crise, teve resultados excelentes em 2015 e projeta o mesmo para 2016. E segue investindo, agregando valor e tecnologia própria. A nova linha de montagem do E-2, por exemplo, tem mais conteúdo de produção feito internamente pela Embraer do que a atual geração de E-Jets.
Se a boa notícia do superávit na balança comercial do Brasil costuma ser minimizada pelo alto volume de commodities que garantem esses números, a Embraer não pode ser culpada, pois faz o papel oposto: exporta bilhões de dólares de um produto industrializado de altíssima tecnologia.
E a tendência é que esse cenário se mantenha e até fortaleça. Um exemplo: as 267 unidades contratadas dos novos jatos E-2, que serão entregues nos próximos anos, somam um negócio de cerca de US$ 15 bilhões.

Fábrica exibe orgulho de ser brasileira em cada canto

 E-JETS E2  EMBRAER  E190

E-JETS E2 EMBRAER E190


EMBRAER/DIVULGAÇÃO/JC
A propaganda institucional da Embraer é escrita em inglês, o que é natural, já que se trata de uma empresa de alcance global. Mas isso vale inclusive para produtos que circulam no Brasil, caso da publicidade da revista Bandeirante, da própria empresa - as matérias são bilíngue -, e do vídeo apresentado na cerimônia de entrega da unidade 1.200 dos E-Jets, na fábrica de São José dos Campos (SP).
Mas por lá, o orgulho de ser uma empresa brasileira é estampado em cada canto. Todos os hangares ostentam bandeiras em verde e amarelo, como se estivéssemos em meio a uma Copa do Mundo. E se destacam dados como os 850 milhões de passageiros que já foram transportados no mundo por E-Jets fabricados pela Embraer.
Tal como a produção, a mão de obra é predominante nacional. Apesar de os mais de 19 mil funcionários da Embraer serem procedentes de 20 países, a maioria dos colaboradores são brasileiros. Em São José dos Campos, cerca de 13 mil pessoas trabalham na empresa, que ainda tem unidades em Botucatu (SP), Taubaté (SP) e Gavião Peixoto (SP), sem falar no pessoal que dá expediente nos escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Sorocaba e Campinas.
Outro aspecto interessante é que o quadro de funcionários conta com 6 mil engenheiros, mais do que todas as montadoras de automóveis do País somadas.
A Embraer tem também plantas industriais no exterior: possui unidades nos Estados Unidos, China e Portugal. Com a nova linha de montagem do E-2 em São José dos Campos, parte da produção na área de aviação executiva deve ser transferida para os Estados Unidos.
"Na aviação comercial, fica concentrado aqui no Brasil, a montagem final, fabricação - também em Botucatu. Temos uma fábrica em Évora (Portugal), que vai fabricar uma parte do jato E-2, mas a maior parte da mão de obra utilizada fica em São José dos Campos", observa o presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva.

Embraer entregou 221 aeronaves em 2015, o maior volume desde 2010

 E-JETS E2  EMBRAER  E190

E-JETS E2 EMBRAER E190


EMBRAER/DIVULGAÇÃO/JC
A Embraer anunciou na semana passada, que entregou 221 aeronaves para os mercados de aviação comercial e executiva durante o ano passado, Segundo a companhia, este é o maior volume de entregas dos últimos cinco anos. Foram 101 jatos para o mercado comercial, e mais 120 aviões executivos, dos quais 82 jatos leves e 38 grandes.
No quarto trimestre do ano passado, a Embraer fez a entrega de 33 jatos para o mercado de aviação comercial e mais 45 para o de aviação executiva, dos quais 25 leves e 20 grandes, totalizando 78 aviões. A companhia fechou o ano com uma carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) de US$ 22,5 bilhões. Nesta carteira de pedidos firmes, a companhia tem 513 aeronaves a entregar. A empresa registra ainda 659 opções de compra.
Segundo nota enviada à imprensa, a Embraer cumpriu as estimativas de entrega divulgadas ao mercado na aviação executiva, e teve uma aeronave acima do teto entregue na aviação comercial.
Os destaques do trimestre, segundo a Embraer, foram a assinatura de um pedido firme para 19 jatos E175 adicionais pela SkyWest, para ser operado por meio de um acordo de compra de capacidade (CPA - Capacity Purchase Agreement, em inglês) com a Delta Air Lines, e a confirmação de duas opções por E175 adicionais para a KLM, do contrato com 17 pedidos firmes e 17 opções anunciado em março de 2015.
Na aviação executiva, os destaques do período foram o início das entregas do novo jato Legacy 450 e o contrato com a Emirates Flight Training Academy para cinco jatos Phenom 100E (com opção para mais cinco aeronaves do mesmo modelo). Em dezembro, a Embraer entregou ainda o primeiro Phenom 100E para um cliente da China.
A Cityhopper, subsidiária regional da KLM, também confirmou as opções para dois jatos E175, informou, na semana passada, a Embraer por meio de comunicado enviado à imprensa. As duas aeronaves têm valor estimado em US$ 88,8 milhões, com base no preço de lista da Embraer, e serão incluídas na carteira do quarto trimestre de 2015, acrescentou a fabricante.
"Eles vão se juntar aos 30 jatos E190 que já operam com a KLM Cityhopper", disse o presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva. Os dois jatos fazem parte de um contrato anunciado em março de 2015, que contemplava 17 pedidos firmes (15 E175 e dois E190) e 17 opções (todas para o modelo E175), acrescentou a fabricante de aeronaves. As opções para os outros 15 aviões continuam mantidas.
Desde que colocou os E-Jets em operação, a Embraer já recebeu mais de 1.700 pedidos firmes e entregou 1.200 unidades, de acordo com o comunicado.
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