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Saúde Notícia da edição impressa de 06/01/2016. Alterada em 05/01 às 21h49min

Porto Alegre tem mais um bloqueio contra o Aedes

João Mattos/JC
Célia e Fernando Duarte receberam a equipe da vigilância sanitária

Isabella Sander

Desde o início de dezembro, a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre já realizou seis aplicações de inseticida. As intervenções ocorrem quando há confirmação de casos de dengue ou suspeita de zika vírus. Ontem, foi a vez de o bairro Santa Maria Goretti, na zona Norte, ser imunizado. O local teve um caso importado confirmado de dengue.
Segundo a chefe da equipe de Vigilância de Vetores e Roedores da Vigilância em Saúde, Rosa Maria Carvalho, a aplicação se deu nas ruas Breno Arruda, São Nicolau e Pedro Waine, entre as avenidas Rio São Gonçalo e Mena Barreto, abrangendo 61 imóveis. "Essa aplicação se deveu a uma paciente que veio do Espírito Santo passar o feriado com familiares. Ela já foi embora, mas, por coincidência, passou o período de contágio em Porto Alegre, então resolvemos garantir", explica.
Na rua São Nicolau, o casal Célia Tavares Duarte, de 77 anos, e Fernando Duarte, de 82, recebeu a equipe, que aplicou o inseticida no jardim e no parreiral. A equipe elogiou o casal, pois não encontrou nenhum foco do mosquito na propriedade. "Ficamos preocupados quando nos disseram que o motivo da aplicação era uma pessoa contaminada na rua atrás da nossa", disse Célia.
O inseticida é aplicado em um raio de 150 metros ao redor da residência do paciente, para matar os mosquitos adultos e diminuir o risco de transmissão. Quando as casas encontram-se fechadas ou abandonadas, o veneno é passado nas laterais. "Como a ação ocorre através de máquina pulverizadora, o raio de ação é maior. Então, se eu entro em uma casa e a do lado está fechada, conseguimos pulverizar pela lateral ou na parte da frente", observa Rosa.
Além dessa medida, a equipe de Fiscalização Ambiental da Vigilância Sanitária também atende a denúncias de munícipes sobre residências abandonadas, ou que apresentam água parada. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 156.
Em 2015, a Capital confirmou 78 casos de dengue, sendo 61 importados e 17 autóctones. No total, houve 721 notificações de suspeita da doença. A fim de reduzir os números e evitar a chegada do zika vírus ao Estado, a SMS recomenda aos moradores que estiverem em locais com transmissão da doença que adotem medidas de prevenção individual, como o uso de repelentes e roupas com mangas longas.
 

Após queda, ocorrências de dengue voltam a crescer em todo o Brasil


Após registrar queda significativa em agosto, o número de casos de dengue voltou a subir. O aumento foi identificado em todas as regiões do País e aponta também para o crescimento da população de Aedes aegypti em todo o território nacional, um indicativo de que os riscos para as outras doenças transmitidas pelo vetor, zika vírus e chikungunya, também são altos.
Até a primeira semana de dezembro, foram notificadas 1.587.080 infecções por dengue, 123.304 a mais do que o verificado até a última semana de setembro. "Todos os anos, o País registra aumento de casos no período das chuvas, no verão. Mas, em 2015, o fenômeno aconteceu de forma antecipada", afirma João Bosco Siqueira Júnior, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Goiás (UFG). A tendência de elevação acontece a partir de dezembro e janeiro. Em 2015, o aumento começou em outubro e novembro.
As mortes também não deram trégua. Mais 100 casos foram contabilizados entre a última semana de setembro e a primeira de dezembro. Pelos dados reunidos até agora, 2015 teve pelo menos 839 óbitos provocados pela doença, o maior número registrado na história desde que o vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, voltou ao País, em 1982. Em 2013, que apresenta a segunda maior marca, foram 674 mortes.
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