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artigo Notícia da edição impressa de 10/12/2015. Alterada em 09/12 às 19h39min

Je suis Uber ou somos todos taxistas

Fabio Berwanger Juliano

Tendo em vista a tendência do gaúcho de se manifestar e levantar a voz preferencialmente quando tem um "time" para escolher, e poder mostrar para a outra metade que ele tem razão, a dicotomia do momento tem nome e sobrenome, e em alemão, aliás, o que traz ainda mais gente para o debate. Entretanto, o que acabamos esquecendo nesta hora é que, querendo ou não, assim como os políticos são o reflexo da sociedade, os taxistas também o são. Quem acha o táxi de Porto Alegre horrível e pertencente a máfias, nunca andou em Buenos Aires por exemplo. Antes de sairmos às ruas, deveríamos ter a consciência de que se o serviço de táxi é ruim, a causa disso pode ser nossa também. Não é a hora de brigas, mas de fazermos a mea culpa: placas eram vendidas em jornais livremente, permissões eram divididas entre familiares em processos judiciais, virando jurisprudência e táxis eram usados para buscar drogas para as classes mais abastadas.
Então, sem querer achar culpados específicos neste momento, podemos afirmar que a sociedade como um todo tem responsabilidade sobre o que vemos hoje. Poucos meses atrás se tentou colocar apenas um padrão mínimo de vestimenta para o nosso taxista, este mesmo que agora se veste elegantemente no Uber. Resultado: Coitado dele no calor! Liberdade de expressão pela roupa! Abaixo o controle! Também nenhuma ação judicial em favor do consumidor que era obrigado a andar com um motorista de regata e bermuda foi ajuizada. E as demandas e protestos por licitações? E a turma do "fora colonialistas", onde estão agora? A resposta para tudo isso é que a sociedade quer um serviço de táxi melhor e um outro serviço diferenciado de transporte, e nisso estamos todos de acordo. O serviço de transporte individual privado depende de legislação federal regulamentadora, sob pena de perda do controle (no sentido de caos) em todas as atividades comerciais, privadas ou estatais. Enquanto esta possibilidade não vem, trabalhemos unidos para qualificar os nossos táxis e criarmos algo novo para a nossa demanda que é urgente, ou será que torcer pelo Brasil não é tão estimulante quanto para a dupla Grenal, pelo simples fato de não termos o adversário ao nosso lado?
Coordenador Jurídico de Transporte e Circulação/EPTC
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