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- Publicada em 02 de Dezembro de 2015 às 22:24

Incêndios foram resposta à ação da Brigada

Trabalhadores do transporte coletivo levaram veículo incendiado em setembro para a frente do Piratini

Trabalhadores do transporte coletivo levaram veículo incendiado em setembro para a frente do Piratini


ANTONIO PAZ/JC
Jessica Gustafson
A queima de cinco ônibus e uma lotação na noite de terça-feira, em diferentes locais da Zona Sul da Capital, foi motivada pela morte de um jovem, no bairro Cascata, em confronto com a Brigada Militar uma hora antes de iniciar as ocorrências nos coletivos, de acordo com o secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini. As circunstâncias do óbito estão sendo investigadas a partir do depoimento dos policiais que estavam no local. Uma outra situação, ocorrida na Penitenciária Estadual do Jacuí, estava sendo cogitada como propulsora dos incêndios. Acreditava-se que a ordem havia partido de dentro do presídio após uma rebelião e a transferência de oito detentos. O governo descartou essa possibilidade.
A queima de cinco ônibus e uma lotação na noite de terça-feira, em diferentes locais da Zona Sul da Capital, foi motivada pela morte de um jovem, no bairro Cascata, em confronto com a Brigada Militar uma hora antes de iniciar as ocorrências nos coletivos, de acordo com o secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini. As circunstâncias do óbito estão sendo investigadas a partir do depoimento dos policiais que estavam no local. Uma outra situação, ocorrida na Penitenciária Estadual do Jacuí, estava sendo cogitada como propulsora dos incêndios. Acreditava-se que a ordem havia partido de dentro do presídio após uma rebelião e a transferência de oito detentos. O governo descartou essa possibilidade.
Ontem, uma pessoa foi presa por ter relação com os incêndio e havia outros identificados e suspeitos. "Eles utilizaram três motos e um carro. Estamos investigando se a pessoa que morreu em confronto com a polícia tinha relação com o tráfico. O que tudo indica é que era um patrão do local. Ele tinha uma longa ficha, até por homicídio", afirmou Jacini. O secretário também ressaltou em entrevista coletiva que a Força Nacional não será chamada. O prefeito José Fortunati tem reafirmado há meses a necessidade de apoio no combate à criminalidade na Capital. Segundo Jacini, logo após os atos, um grande efetivo da Brigada foi destacado para fazer o policiamento.
"A Força Nacional é para situações pontuais. Chegamos a pensar na necessidade dentro da penitenciária. Entretanto, a situação foi controlada. Verificamos que a rebelião aconteceu em uma ala de presos por violência sexual e outros de menor potencial ofensivo, que não possuem ligações com facções negativas", disse. Atualmente, o trabalho foi reforçado na cidade pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Capital, mas existe a possibilidade de chamar mais efetivo do BOE das cidades de Passo Fundo e Santa Maria.
Durante a manhã de ontem, a situação caótica que se transformou a Zona Sul após os episódios foi intensificada por um protesto em decorrência de uma reintegração de posse que fechou a avenida Cavalhada. Um outro protesto foi realizado entre o fim da manhã e o início da tarde junto ao Palácio da Polícia e, depois, em frente ao Palácio Piratini por motoristas e cobradores da linha de lotação Glória, que cobraram mais segurança. Eles levaram à Praça da Matriz a lotação queimada em setembro no bairro Santa Teresa.
Depois dos ataques, os ônibus que circulam pela região foram suspensos e retornaram às 7h de ontem, circulando pela região com alterações nos itinerários, passando apenas pelas principais avenidas. Foram afetadas pelas alterações todas as linhas do consórcio STS e cinco da Carris (T2, T2A, T3, T4 e T11). A linha de lotação Glória não circulou durante todo o dia de ontem. Jacini garantiu que a segurança dos motoristas e dos passageiros da região está garantida, com efetivo da BM nas portas das garagens e acompanhando itinerários.

Fortunati defende choque de segurança na cidade

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) calculou que 200 mil pessoas foram atingidas pela queima de cinco ônibus e uma lotação na Zona Sul (avenida Oscar Pereira, avenida Monte Cristo, estrada João Antônio da Silveira e rua Ventos do Sul). O prejuízo foi calculado em 3 milhões de reais. Somente nos últimos 12 meses, foram queimados 14 ônibus na cidade.
Conforme a EPTC, os coletivos voltariam a operar normalmente hoje, com o monitoramento de 100 policiais da Brigada Militar. O prefeito José Fortunati solicitou novamente que o Estado chame auxílio para garantir a segurança em Porto Alegre. “O que nós vivemos no dia de ontem está impossível, foi um quadro de terror que a cidade não pode mais conviver. Não dá simplesmente para olharmos a situação como se fosse normal, ao contrário, estamos vivendo em um estado de exceção”, disse.
O prefeito destacou que as vidas de diversas pessoas foram colocadas em risco com as ações. Além disso, relatou que serviços da região foram impactados, como o fechamento de postos de saúde e escolas e dificuldades de locomoção. “Já conversei com o governador que temos que ter um choque de segurança. Eu continuo defendendo a vinda da Força de Segurança Nacional. Neste momento, é emergencial, é pra ontem, e não para daqui a dois meses. Eu continuo defendendo isso com veemência, porque o dia de ontem não pode se repetir em Porto Alegre”, ressaltou.
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