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Conjuntura Notícia da edição impressa de 16/12/2015. Alterada em 15/12 às 21h35min

Tombini sinaliza esforço menor para conter inflação

PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO/JC
Alexandre Tombini participou de audiência pública ontem no Senado

Depois de passar algumas semanas sinalizando uma ação mais dura no combate à inflação em 2016, o Banco Central (BC) dá sinais de que fará um esforço menor para segurar a alta de preços no próximo ano. Durante audiência pública ontem, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), o presidente do BC, Alexandre Tombini, mandou um novo recado ao mercado.
Tombini disse que o BC adotará as medidas necessárias para restringir "a inflação aos limites de tolerância estabelecidos pelo CMN" (Conselho Monetária Nacional), que é de 6,5%. Até a semana passada, o discurso da instituição era de que o BC agiria "de modo a trazer a inflação o mais próximo possível do centro da meta", de 4,5%, no próximo ano. Em relação a 2017, o presidente da instituição manteve a promessa de chegar aos 4,5% de inflação em 2017.
Para este ano, Tombini afirmou que os dados apontam uma inflação de 10,5%. As projeções de mercado, segundo a pesquisa Focus do BC, são de um IPCA de 10,6% em 2015 e 6,8% em 2016.
Questionado por parlamentares da base do governo e da oposição sobre a decisão do BC de manter os juros em 14,25% ao ano diante da estagnação econômica, ele afirmou que a alta dos juros não tem como objetivo compensar o aumento do dólar e de tarifas, mas reduzir os repasses desses aumentos de custos para os demais preços da economia.
O presidente do BC disse ainda que os juros de mercado têm subido por conta de outros fatores, com as incertezas econômicas, e estão próximos de 18% ao ano. "A nossa política monetária está sendo adotada para evitar que se propague a inflação de curto prazo. Tivemos bastante sucesso até agosto", afirmou. Após aquele mês, segundo Tombini, as projeções de inflação do mercado para 2016, 2017 e 2018 subiram.
Sobre os custos do ajuste nas políticas fiscal e monetária, afirmou que há um descasamento temporal entre as medidas e seus efeitos, o que "faz com que os custos sejam percebidos pela sociedade antes dos seus benefícios, levando a certo questionamento sobre a necessidade dessas medidas".
"Essa percepção inicial adversa pode levar ao bloqueio, ainda que parcial, das propostas de ajuste", afirmou. "Esse atraso poderia comprometer fundamentos ainda sólidos da economia brasileira."
O presidente do BC negou que a crise econômica brasileira seja uma "crise importada". Em reposta a senadores, ele disse que é preciso avaliar a evolução do quadro internacional, mas também as complexidades do Brasil. "Precisamos colocar de volta essas métricas fiscais numa trajetória de estabilização e depois de declínio", avaliou. "No quadro econômico, precisamos demonstrar nossas convicções com relação ao tamanho do Estado na economia", acrescentou.
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