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Turismo

Edição impressa de 26/10/2015. Alterada em 18/09 às 10h28min

Cavernas e grutas são atração em Santa Catarina

Botuverá, reconhecida como uma das mais ornamentadas do Sul do País, possui 1,2 mil metros de extensão

Botuverá, reconhecida como uma das mais ornamentadas do Sul do País, possui 1,2 mil metros de extensão


SEC ESPORTE, CULTURA, TURISMO DE BOTUVERÁ/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
A exuberância da natureza que atrai turistas para Santa Catarina durante todo o ano, vai além dos cânions da serra e das praias do litoral. Grutas e cavernas são o principal atrativo de algumas cidades do interior daquele estado. Além de turistas de todo o País e do Mercosul, principalmente, também famílias e estudantes de escolas das regiões do entorno se encantam com as histórias e com o universo enigmático destes locais. Assim como no Paraná e em São Paulo, onde o nicho tem força, a exploração de cavernas e grutas representa um papel significativo no turismo de aventura e responde por uma parte importante da economia destas regiões.
A mais famosa é a Caverna de Botuverá, localizada no Parque Municipal das Grutas de Botuverá, na Estrada Geral de Ourinhos, a 15 quilômetros de Botuverá - cidade próxima a Brusque, Balneário Camboriú e Blumenau. Para se ter uma ideia, o município tem 5 mil habitantes, e recebe de 15 mil a 20 mil visitantes por ano, que chegam à cidade só para visitar as grutas do parque. "Nosso principal atrativo turístico são as cavernas, que estão na lista das mais bem ornamentadas do Sul do País", confirma o secretário de Esporte, Cultura, Turismo e Juventude de Botuverá, Jeferson André Mariani.
As Grutas de Botuverá possuem, aproximadamente, 1,2 mil metros de extensão e são compostas por várias esculturas feitas pela água, como couves-flor, chão de estrelas, fendas, vielas, estalactites (formações que crescem de cima para baixo), estalagmites (formações que crescem de baixo para cima). "Constituem em um conjunto inigualável e eternizado por pingos de água que gotejam continuamente do teto a centenas e milhares de anos", comenta o guia turístico Josimar Leoni, um dos quatro profissionais que recebem e orientam grupos de visitantes no parque. O passeio dura 45 minutos e custa R$ 14,00 por pessoa, sendo que crianças (a partir de quatro anos), estudantes e pessoas maiores de 60 anos pagam meia-entrada.
O trajeto de 220 metros é cheio de labirintos, por isso é preciso a ajuda de guias para explorá-los, destaca o secretário de Turismo. O local tem iluminação artificial e há rígidos padrões de segurança para quem visitá-lo. No caminho, composto por 800 degraus (ida e volta), ainda se encontram nove salões - o maior deles com 20 metros de altura, utilizado pausas onde os visitantes escutam a história do local, que foi descoberto por caçadores em 1940. A exploração das cavernas para turismo só começou no final dos anos 1980, mas a estrutura para visitação foi criada a partir de 2000, conta Mariani. De acordo com o administrador do Parque Municipal das Grutas de Botuverá, Evandro Barni, o espaço ainda possui trilhas, cachoeiras e infraestrutura para o lazer, como praça de alimentação, quiosques e churrasqueiras. "É uma alternativa para quem quer passar o dia", comenta, explicando que o acesso às cavernas é limitado a 12 grupos de 15 pessoas por dia. "Em um domingo de sol, é preciso chegar cedo para conseguir ingressos, pois, em geral, se esgotam no máximo até às 14h." Botuverá não tem hotéis. "Mas é possível se hospedar em Brusque", comenta o secretário de Turismo.

Beleza natural ainda restrita ao público

De acordo com o Cadastro Nacional da Sociedade Brasileira de Espeleologia, Santa Catarina possui 74 cavernas. Muitas têm fácil acesso, mas a maioria não está aberta à visitação, e algumas ficam em propriedades particulares Dois exemplos são a Caverna Rio dos Bugres, no município de Urubici, na serra. Segundo a proprietária das terras, Joice Aparecida da Cruz, a origem desta formação rochosa é incerta.
"Existem duas histórias: a oficial conta que os índios da tribo Bugres construíram cavernas para morar e se defender de animais selvagens. Mas um grupo de geólogos que realizou estudo afirma que a formação é originada de um vulcão que entrou em erupção há mais de 10 mil anos, e que os índios só aprimoraram as aberturas." Joice afirma que para visitar a caverna - que tem 200 metros e cinco saídas - não é preciso guias. "Tem placas indicando o caminho, mas tem que levar lanterna, porque lá é escuro", descreve a proprietária das terras, que explora esta atração, cobrando R$ 4,00 por pessoa. De maio a julho, cerca de 1.000 visitantes por dia chegam ao local, que possui espaço reservado para estacionamento de carros. "Qualquer pessoa pode fazer o passeio, de crianças a idosos."
Em fevereiro, Joice inaugurou uma pousada, com quatro chalés (cujas diárias para casal variam de R$ 150,00 a R$ 200,00), para os visitantes que decidirem aproveitar um pouco mais do local, cercado de Mata Atlântica. "Dá para passear a cavalo, percorrer trilhas, tomar banho na Cachoeira do Rio dos Bugres", enumera Joice. Na cidade de Urubici, há também algumas pousadas, hotéis e albergues. Para ir do Centro do município até o sítio de Joice, é preciso percorrer cerca de 11 km de estrada estreita de terra batida. "Mas vale a pena", afirma a empresária. No caminho, é possível ver constantemente o Rio dos Bugres no cenário.
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