Jessica Gustafson
Quem pensa que o acesso à universidade é dificultado apenas por questões econômicas e educacionais, se engana. A falta de acessibilidade para estudantes com deficiência também é uma grande barreira a ser enfrentada. Alunos de doutorado dos cursos de Educação e de História, com mobilidade reduzida em decorrência da esclerose múltipla, descreveram em carta aberta os problemas encontrados na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), principalmente no Campus do Vale. Além de impossibilitar a entrada dos alunos em alguns locais, a falta de adaptações ainda os expõem ao constrangimento. Por estes motivos, constataram que existem poucas pessoas com deficiência na universidade não pela falta de capacidade dessas pessoas, mas por problemas da própria instituição.
"Se a Ufrgs quer se dizer uma universidade com educação inclusiva, deve lembrar-se de que o princípio básico da inclusão é assegurar a igualdade de oportunidades educacionais. Que igualdade de oportunidades há em um ambiente que o estudante não consegue acessar?", questionam Bruna Rocha Silveira, doutoranda em Educação na Ufrgs, e o seu noivo Jaime Fernando dos Santos Junior, doutorando em História.
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