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Artigo Notícia da edição impressa de 25/03/2015

Depois de 8 de março

Camila Belinaso

Ainda estou digerindo o relato anônimo da universitária que foi atacada na avenida João Pessoa e arrastada e violentada no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Isso tudo, depois do glorioso 8 de março. Fico pensando nas ruas escuras que andamos até chegar em casa e na contagem dos minutos esperando o ônibus na parada, sozinhas. A sensação de insegurança. O medo. O olhar acuado para todos os lados, o passo apressado, as esquinas vazias. Estamos todas à mercê da força, da selvageria. Impossibilitadas de terminar o trajeto de casa ao trabalho ou à faculdade sem perceber olhares de desejo, de ver gestos obscenos ou ouvir o que pretendem fazer conosco.
Nós, mulheres, sorrimos ao caminhar. Não sorrimos para alguém, mas para nossos pensamentos, nossos projetos, nossas lembranças. Perder o encanto pela vida? Jamais. Mesmo com angústias, dores e muitas dúvidas, superamos. Superamos porque enxergamos a criança sorrindo, o amigo vencendo, o desconhecido vibrando. Compaixão é o que tem me dominado depois que soube do trágico acontecido e, o que me domina quase todos os dias por tantas agressões às mulheres. Poderia ter sido comigo ou contigo. O desespero enfrentado por ela é desolador, é o mesmo por tantas que passam todos os dias em diferentes lugares do mundo.
Não posso cansar, não podemos desistir de nós. Temos que erguer a cabeça e juntas encarar, rotineiramente, essas questões. Enfrentar a opressão, o preconceito. Fazer com que sejamos ouvidas, que tenhamos respeito pelo gênero. Podemos conquistar mais, podemos quebrar a busca de termos os mesmo direitos do homem e ganharmos os nossos, mais profundos e dignos. Carrego a certeza de que essa jovem irá superar o acontecido e, mesmo carregando para sempre a dor do momento vivido, do desespero, irá voltar a sorrir e a ter amor pela vida. Coragem. "Elas brigam por aquilo que acreditam. Elas levantam-se para injustiça. Elas não levam 'não' como resposta quando acreditam que existe melhor solução." Mulheres, Pablo Neruda.
Acadêmica do curso de Direito-FMP

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