O financiamento de veículos no Brasil somou 634.587 unidades em abril, entre novos e usados, segundo levantamento da Trillia, a unidade da B3 focada em inteligência aplicada, dados, analytics e inteligência artificial.
O volume reúne automóveis leves, motocicletas e veículos pesados, e representa alta de 11,8% na comparação anual. Trata-se também do melhor resultado para o mês de abril desde 2008, quando foram registrados 705.927 financiamentos. Nos automóveis leves, o crescimento foi de 13,3% em relação a abril do ano anterior. O avanço foi puxado pelos modelos zero quilômetro, que tiveram alta de 21,9% nos financiamentos. Entre os usados, a alta foi de 10,9%.
O financiamento de motocicletas também aumentou em abril, com alta de 9,8%. Os modelos novos cresceram 12% nas vendas financiadas, enquanto as motos usadas avançaram 9,1%.
No segmento de veículos pesados, o crescimento foi de 3,9%. Segundo a Trillia, o desempenho foi sustentado pelos modelos novos, com alta de 10,9%, enquanto os usados recuaram 4,6%. Os números apontam para uma renovação de frota. O Sudeste concentrou 42,2% das operações de financiamento de veículos no mês. Na sequência apareceram Sul (20,8%), Nordeste (19,7%), Centro-Oeste (10,7%) e Norte (7,3%).
No acumulado de janeiro a abril, o número de veículos financiados chegou a 2,5 milhões de unidades. As motocicletas tiveram crescimento de 16% no período, seguidas pelos automóveis (12,7%) e pelos veículos pesados (3,9%). "Os dados indicam um cenário de crédito mais disponível, contribuindo para a manutenção do ritmo positivo do mercado automotivo, mesmo em um contexto de juros elevados", afirma o superintendente de Relacionamento com Clientes e Relações Institucionais na Trillia, Thiago Gaspar.
A Tabela Auto B3, desenvolvida pela B3 parceria com a Bright Consulting, aponta recuo na média do preço de transação em abril, após ajustes nos meses anteriores. Segundo o acompanhamento, o movimento foi puxado por modelos usados.
Nos veículos zero quilômetro, houve alta média de 0,7% nos preços de transação, com avanço em três dos sete segmentos analisados: picapes derivadas de automóveis ( 3,8%), picapes médias ( 3,3%) e sedans ( 2,5%). As picapes compactas (-3,7%) foram o segmento com a maior queda de preço no período.


Facebook
Google
Twitter