O Mercado Livre planeja investir R$ 57 bilhões no Brasil em 2026, seu principal mercado. O valor representa alta de 50% em relação aos R$ 38 bilhões aportados no ano anterior e um salto relevante frente aos R$ 2 bilhões investidos em 2019.
Os recursos, que incluem investimentos e despesas operacionais, serão destinados principalmente à expansão da malha logística, ao fortalecimento da operação de marketplace e ao avanço do Mercado Pago.
Como parte do plano, a companhia prevê a abertura de 14 novos centros de distribuição no modelo fulfillment, elevando a rede para 42 unidades no País, o que representa um crescimento de 50% no número desse tipo de CDs.
Segundo o vice-presidente executivo de Commerce da companhia na América Latina e líder da operação brasileira, Fernando Yunes, o aumento dos aportes acompanha o ritmo de crescimento da empresa no País e o potencial ainda elevado de expansão do e-commerce.
"A penetração ainda está na casa de 16% a 17%, bem abaixo de outros mercados, e a gente vê um potencial muito grande de crescimento", afirmou em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Nesse contexto, a expansão logística aparece como um dos principais pilares do plano, com foco na ampliação da capacidade nas unidades já existentes e na abertura de operações em novas regiões.
O executivo afirmou ainda que o avanço do setor depende da melhora da experiência do consumidor e da ampliação de categorias ainda pouco digitalizadas, como alimentos e bebidas, além do crescimento da oferta de crédito. "É uma combinação de mais sortimento, melhor experiência e logística mais rápida que deve impulsionar a migração do consumo do offline para o online", disse.
No braço financeiro, o Mercado Pago deve seguir como uma das principais frentes de investimento, com foco na expansão do crédito para consumidores e pequenas e médias empresas. Para Yunes, há espaço relevante para ampliar a concessão tanto para pessoas físicas quanto para vendedores da plataforma, com base no histórico de transações dentro do ecossistema. O executivo afirmou que os modelos de crédito estão mais maduros e utilizam dados de comportamento e vendas para calibrar o risco, o que permite expandir a oferta de forma mais segura.


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