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SAÚDE

- Publicada em 16 de Maio de 2012 às 00:00

Número de casos de dengue na Região Metropolitana é alarmante


ANA PAULA APRATO/JC
Jornal do Comércio
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) está preocupada com o crescente número de casos de dengue registrados na Região Metropolitana. Conforme a secretaria, oito cidades da Grande Porto Alegre estão entre os 67 municípios no Rio Grande do Sul com infestação do mosquito transmissor da doença (Aedes aegypti): Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo e Viamão.
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) está preocupada com o crescente número de casos de dengue registrados na Região Metropolitana. Conforme a secretaria, oito cidades da Grande Porto Alegre estão entre os 67 municípios no Rio Grande do Sul com infestação do mosquito transmissor da doença (Aedes aegypti): Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo e Viamão.
De acordo com dados apresentados ontem pelo secretário da Saúde, Ciro Simoni, só neste ano já foram registrados nessas cidades 17 casos importados de dengue (onde a contaminação ocorreu em outros estados), sendo dois em Canoas, 14 em Porto Alegre e um em Viamão. Em 2012, o Estado contabiliza, no total, 29 casos de dengue contraídos em solo gaúcho (autóctones) e outros 50 casos importados.
Diante do quadro, Simoni pede que a população mantenha-se atenta à existência de locais que possam conter focos do mosquito, como pneus velhos, caixas d’água, latas, bacias, garrafas vazias, piscinas, pratos de vasos de plantas e todo e qualquer tipo de recipiente que possa acumular água.
O reforço das ações preventivas busca se antecipar a um aumento no número de casos, que comparativamente com o ano passado ainda está menor. No mesmo período, em 2011, já haviam sido confirmados 277 casos no Estado, sendo 181 autóctones.
Simoni destaca que a Região Metropolitana demanda uma atenção diferenciada devido à proximidade física dos municípios, à grande densidade populacional e ao intenso fluxo de pessoas, veículos e mercadorias, tornando-se uma área de considerável vulnerabilidade para a ocorrência de epidemias de dengue. Ainda, por tratar-se de grandes centros, muitas pessoas se deslocam diariamente para outros estados com circulação do vírus da dengue, podendo ser infectadas e virem a desenvolver a doença nos seus municípios.
Para o secretário, a participação de cada cidadão em ações e medidas de controle da doença é fundamental. “Por maior que seja o nosso trabalho, não teremos sucesso no combate à dengue sem a participação de todos”, observa. Simoni destaca que os cuidados para a não proliferação do mosquito vetor do vírus são simples, mas que causam grande impacto no controle do inseto e, consequentemente, na transmissão da dengue.
O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) de março de 2012 mostrou um  número elevado de criadouros de larvas do Aedes Aegypti e de mosquitos adultos na Capital. A taxa de infestação foi de 4,7%, considerada de alto risco pelo Ministério da Saúde. A taxa foi a mais alta desde 2007.  “Atingimos um índice de infestação muito superior ao ano passado. É preciso uma atitude de cidadania da comunidade. Que ela previna e não aguarde o poder público para eliminar seus criadouros”, enfatiza o secretário municipal da Saúde, Marcelo Bosio. Em janeiro, o índice de infestação em Porto Alegre era de 1,8%.
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