Ministro da Justiça de Lula diz que acampamentos bolsonaristas viraram ‘incubadoras de terroristas’

Dino disse que "não haverá anistia para terroristas"

Por Juliano Tatsch

Ministro de Lula cobrou medidas do governo Bolsonaro a respeito do caso
O futuro ministro da Justiça no governo do presidente eleito Lula se manifestou em suas redes sociais na manhã deste do domingo de Natal (25) para falar sobre a prisão, na noite de sábado (24), de um homem suspeito de ter tentado explodir um caminhão de combustível próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília. Conforme o chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido, disse ao jornal Folha de S.Paulo, o suspeito declarou ser bolsonarista e participar do acampamento criado em frente ao quartel-general do Exército na capital federal.
Em uma série de tweets publicados em sua conta na rede social, Dino se manifestou acerca da ocorrência, que tem preocupado a segurança do evento de posse de Lula, em 1 de janeiro de 2023. "Os graves acontecimentos de ontem em Brasília comprovam que os tais acampamentos “patriotas” viraram incubadoras de terroristas. Medidas estão sendo tomadas e serão ampliadas, com a velocidade possível", escreveu o futuro ministro da Justiça.
O ex-governador do Maranhão apontou também que "o armamentismo gera outras degenerações" e que "superá-lo é uma prioridade".
Dino aproveitou para parabenizar o trabalho da Polícia Civil do Distrito Federal pela agilidade com que atuou no caso, e cobrou medidas do governo de Bolsonaro. "Lembro que há autoridades federais constituídas que também devem agir, à vista de crimes políticos", disse.
Conforme ele, o futuro Diretor Geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, tem feito o acompanhamento do caso, em nome da equipe de transição.
O futuro ministro da Justiça encerrou sua manifestação com um recado: “Não há pacto político possível e nem haverá anistia para terroristas, seus apoiadores e financiadores.”