Lula diz que trabalhará por financiamento dos sindicatos sem volta de imposto

O presidente eleito se comprometeu a trabalhar junto ao Congresso Nacional pelo financiamento das entidades - sem, contudo, o retorno do imposto sindical

Por Agência Estado

Brazil's President-elect Luiz Inacio Lula da Silva looks on during a meeting with Argentina's President Alberto Fernandez in Sao Paulo, Brazil, on October 31, 2022, a day after the latter reclaimed the presidency in a run-off election. - A tense Brazil awaited Jair Bolsonaro's next move Monday, as the far-right incumbent remained silent after losing a razor-thin runoff presidential election to veteran leftist Luiz Inacio Lula da Silva -- who now faces a tough to-do list. Bolsonaro was defeated by Lula with a score of 51 percent to 49 percent -- the tightest race since Brazil returned to democracy after its 1964-1985 military dictatorship. (Photo by Carl DE SOUZA / AFP)
Em reunião com representantes de 22 centrais sindicais no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se comprometeu a trabalhar junto ao Congresso Nacional pelo financiamento das entidades - sem, contudo, o retorno do imposto sindical.
O encontro foi fechado à imprensa, mas a assessoria de Lula emitiu uma nota. "O presidente eleito disse que recriará a mesa de negociação, de trabalho e conselhos, além de trabalhar junto ao Congresso para a aprovação de artigo na legislação sobre o financiamento dos sindicatos, sem retorno do imposto sindical", diz o comunicado oficial.
"Nós vamos criar a mesa de negociação, nós vamos criar mesa de trabalho, vamos criar o que for necessário criar. E vamos ter que convencer a Câmara dos Deputados de que as finanças dos sindicatos serão decididas pelos trabalhadores em assembleia livre e soberana", afirmou Lula na reunião, de acordo com a nota.
Mais cedo, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que participou da reunião com Lula, garantiu nesta quinta-feira que as centrais sindicais não desejam revogar a reforma trabalhista do governo passado e tampouco retomar o imposto sindical.
De acordo com a nota do governo de transição, Lula prometeu no encontro "nova regulação no mundo do trabalho sem "voltar ao passado".
"Quero dedicar o meu tempo em como é que nós vamos fazer para recuperar esse país, para gerar empregos, para atrair investimento estrangeiro para cá, sobretudo investimento direto para que a gente possa fazer uma nova regulação no mundo do trabalho, sem querer voltar ao passado", disse Lula, segundo o comunicado.