O limite das máquinas e do humano

Talvez seja o momento de demarcar territórios exclusivos em que só a capacidade humana pode atuar

Por JC

Balala Campos
Conseguirão as máquinas, algum dia, ter sentimentos, emocionar-se, intuir, analisar? Até agora, ao que se saiba, estes quesitos continuam sendo exclusivos da capacidade humana. Entretanto, pela aceleração da Inteligência Artificial, e pela capacidade que ela traz de gerar mais e mais bilhões aos desenvolvedores de novos sistemas, não devemos duvidar que esta corrida milionária será sem limites, em busca da substituição do humano.
Talvez seja o momento de tentarmos delimitar nossos espaços, demarcarmos territórios exclusivos em que só a capacidade humana pode atuar, para que não sejamos engolidos por esta avalanche de avanços e de busca por lucros bilionários, sem limites. E fica a pergunta? Até onde podemos ser substituídos por máquinas?
Afora os problemas éticos e a ausência da responsabilização nas decisões e diagnósticos médicos que podem advir dos algoritmos, à medida que a inteligência artificial se desenvolve, é dever nosso ter presente que toda a humanidade poderá ser radicalmente manipulada e rastreada em qualquer parte do mundo, podendo advir daí, consequências desastrosas, na maioria das vezes. Cada vez somos mais vigiados em todos os nossos passos, e está muito perto, segundo os especialistas, o momento em que as máquinas conhecerão de tal forma os humanos, que nosso comportamento será conduzido, sem que o saibamos. E para onde?
A capacidade de criação humana, nas obras de arte, na ciência, na música, na literatura, as quais tem conduzido a humanidade a patamares mais elevados, será afetada pelo desenvolvimento acelerado e sem limites da Inteligência Artificial?
Simplesmente bater palmas à cada nova conquista nesta área, sem refletirmos mais profundamente, pode levar a humanidade a consequências desastrosas, e aí, talvez seja tarde, visto que os efeitos não previstos e controlados, já poderão estar ocorrendo.
Jornalista