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Publicada em 11 de Maio de 2026 às 00:25

Empresa promete terminal de grãos mais rápido do mundo

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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
A Bianchini, uma das maiores operadoras de cargas graneleiras no Porto de Rio Grande, prepara-se para colocar em operação um dos terminais mais rápidos do mundo. A partir dos investimentos de R$ 200 milhões, e a instalação de uma nova e mais moderna esteira, serão, ao final do processo de implantação, cinco mil toneladas de grãos carregadas por hora para as embarcações. Atualmente, a capacidade do terminal é de 2,6 mil toneladas a cada hora.
A Bianchini, uma das maiores operadoras de cargas graneleiras no Porto de Rio Grande, prepara-se para colocar em operação um dos terminais mais rápidos do mundo. A partir dos investimentos de R$ 200 milhões, e a instalação de uma nova e mais moderna esteira, serão, ao final do processo de implantação, cinco mil toneladas de grãos carregadas por hora para as embarcações. Atualmente, a capacidade do terminal é de 2,6 mil toneladas a cada hora.
"No momento em que agilizamos todo o processo, não fazemos mais os navios terem que esperar fora da barra. E isso nos gera preços melhores para a soja, sem tantas perdas com a logística", explica o coordenador de operações portuárias da Bianchini, Antônio Carlos Bacchieri.
A perspectiva é de que a nova esteira entre em operação no começo de 2027, em um primeiro momento, com ampliação de 60% em relação à atual capacidade de transporte por esteiras no terminal.
O investimento também resultará na ampliação da capacidade de armazenamento no terminal da Bianchini. Passará das atuais 1,2 milhão de toneladas de capacidade estática em armazéns horizontais para 1,5 milhão de toneladas.
Conforme Bacchieri, as mudanças se estendem a todo o ciclo de operação do terminal. Em relação à chegada de grãos pelo modal ferroviário, serão instalados tombadores mais modernos, e também haverá melhorias no sistema de operações rodoviárias.
"Criamos uma infraestrutura própria para os caminhoneiros. A ideia é que nenhum fique mais de seis horas em Rio Grande", detalha.
A operação da Bianchini divide com os terminais Tergrasa e Termasa, da cooperativa CCGL, a maior parcela das ações de embarque e desembarque de grãos em Rio Grande. E a perspectiva é de que em outubro deste ano esteja operando o Termasa completamente renovado após a destruição provocada pela cheia de 2024.
Os investimentos devem chegar a R$ 700 milhões para elevar a 400 mil toneladas de capacidade estática instalada no terminal, que também tem o píer transformado, aumento na capacidade operacional de carga e descarga de caminhões e trens, novas balanças e uma subestação de energia.

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