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Publicada em 11 de Maio de 2026 às 00:25

Potencial de produção offshore é um dos destaques em Rio Grande

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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
O fato de contar com um porto marítimo e fortes ventos faz a cidade de Rio Grande ser uma candidata natural à implantação de parques eólicos offshore (no mar). Uma prova disso é que recentemente foi apresentado na prefeitura do município o projeto Aura Sul, que prevê a instalação da primeira usina flutuante para esse tipo de geração no País.
Liderada pela japonesa Japan Blue Energy Co. (JB Energy), a iniciativa se trata da implantação de uma usina de 18 MW, com investimentos estimados em cerca de US$ 100 milhões. O secretário do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas em Rio Grande, Antônio Carlos Soler, ressalta que o governo municipal entende que é importante trabalhar o fomento da energia eólica na cidade, tanto no âmbito onshore quanto no offshore, visando a transição energética.
“A gente vive um momento de emergência climática importante, significativo, e o planeta precisa buscar alternativas de energia”, sustenta Soler. Ele enfatiza que a geração eólica, como a solar, são opções para isso, implementadas dentro de uma lógica ambiental e com responsabilidade social.
Já o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar de Rio Grande, Vitor Mendes Magalhães, ressalta que o maior concorrente no segmento eólico gaúcho e, por consequência, da Metade Sul, é o Nordeste brasileiro. Entretanto, ele ressalta que há algumas qualidades no Rio Grande do Sul que as regiões nordestinas não possuem.
“A primeira delas é que temos linhas de transmissão”, aponta o dirigente. Magalhães recorda que no Nordeste, quando ocorre o excesso de produção de energia, somado à limitação do sistema de transmissão, acontece o chamado curtailment, que é a redução ou o corte forçado na geração, pois há uma sobrecarga, já que não se tem condições de escoar essa energia. “Eu vejo isso como uma janela de oportunidades que o nosso Estado tem”, salienta o secretário.
Por sua vez, a presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, lembra que os estudos na área offshore também deverão avançar em Rio Grande nos próximos anos. Ela destaca a ação chamada de Terra-Mar, um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que pretende colocar uma torre de medição de vento de 200 metros de altura na parte “seca” do porto rio-grandino e um dispositivo para também fazer essa aferição na água.
A iniciativa será conduzida pelo Núcleo de Integração de Estudos, Pesquisa e Inovação em Energia Eólica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Niepiee-Ufrgs), com apoio do Sindienergia-RS. O projeto deve ser desenvolvido ao longo de três anos e contar com aproximadamente R$ 9 milhões em investimentos, que deverão ser oriundos da iniciativa pública e privada.
O fato de contar com um porto marítimo e fortes ventos faz a cidade de Rio Grande ser uma candidata natural à implantação de parques eólicos offshore (no mar). Uma prova disso é que recentemente foi apresentado na prefeitura do município o projeto Aura Sul, que prevê a instalação da primeira usina flutuante para esse tipo de geração no País.
Liderada pela japonesa Japan Blue Energy Co. (JB Energy), a iniciativa se trata da implantação de uma usina de 18 MW, com investimentos estimados em cerca de US$ 100 milhões. O secretário do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas em Rio Grande, Antônio Carlos Soler, ressalta que o governo municipal entende que é importante trabalhar o fomento da energia eólica na cidade, tanto no âmbito onshore quanto no offshore, visando a transição energética.
“A gente vive um momento de emergência climática importante, significativo, e o planeta precisa buscar alternativas de energia”, sustenta Soler. Ele enfatiza que a geração eólica, como a solar, são opções para isso, implementadas dentro de uma lógica ambiental e com responsabilidade social.
Já o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar de Rio Grande, Vitor Mendes Magalhães, ressalta que o maior concorrente no segmento eólico gaúcho e, por consequência, da Metade Sul, é o Nordeste brasileiro. Entretanto, ele ressalta que há algumas qualidades no Rio Grande do Sul que as regiões nordestinas não possuem.
“A primeira delas é que temos linhas de transmissão”, aponta o dirigente. Magalhães recorda que no Nordeste, quando ocorre o excesso de produção de energia, somado à limitação do sistema de transmissão, acontece o chamado curtailment, que é a redução ou o corte forçado na geração, pois há uma sobrecarga, já que não se tem condições de escoar essa energia. “Eu vejo isso como uma janela de oportunidades que o nosso Estado tem”, salienta o secretário.
Por sua vez, a presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, lembra que os estudos na área offshore também deverão avançar em Rio Grande nos próximos anos. Ela destaca a ação chamada de Terra-Mar, um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que pretende colocar uma torre de medição de vento de 200 metros de altura na parte “seca” do porto rio-grandino e um dispositivo para também fazer essa aferição na água.
A iniciativa será conduzida pelo Núcleo de Integração de Estudos, Pesquisa e Inovação em Energia Eólica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Niepiee-Ufrgs), com apoio do Sindienergia-RS. O projeto deve ser desenvolvido ao longo de três anos e contar com aproximadamente R$ 9 milhões em investimentos, que deverão ser oriundos da iniciativa pública e privada.

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