Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 11 de Maio de 2026 às 00:25

Indústria mais próxima do campo

Compartilhe:
Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Há no Estado uma aproximação, talvez inédita, entre produtores e a indústria da carne. Faz parte da aproximação, talvez inédita, entre produtores e a indústria da carne. De olho no acordo entre o Mercosul e a União Europeia, um movimento conjunto coordenado pelo Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs) criou o Fundo da Carne Gaúcha (Fundocarne), dedicado justamente a investir em campanhas que vendem ao mundo a imagem diferenciada da produção de carne do Pampa.
Há no Estado uma aproximação, talvez inédita, entre produtores e a indústria da carne. Faz parte da aproximação, talvez inédita, entre produtores e a indústria da carne. De olho no acordo entre o Mercosul e a União Europeia, um movimento conjunto coordenado pelo Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs) criou o Fundo da Carne Gaúcha (Fundocarne), dedicado justamente a investir em campanhas que vendem ao mundo a imagem diferenciada da produção de carne do Pampa.
"Há uma estagnação de muitos anos nas lavouras de grãos no Rio Grande do Sul, e isso nos permitiu uma reversão de protagonismo nas propriedades em relação à produção de gado de corte. No caso da exportação, o Brasil se consolidou como o maior exportador de carne bovina do mundo. Com essa valorização da produção, abre-se o espaço para mostrarmos cada vez mais o quanto a nossa carne gaúcha é diferenciada em relação ao restante do Brasil. Seja pelo manejo ou pelas alças que são criadas aqui. Os vizinhos da Argentina e Uruguai já fizeram um trabalho de marketing muito bom, agora é o nosso momento", comenta o presidente executivo do Sicadergs, Ronei Lauxen.
Segundo o executivo, o desafio hoje está em conseguir avançar no volume de produção e na produtividade sem perder as características próprias do Pampa. Depois de uma década com volumes de abates estáveis, em 2025, houve aumento de 5,5% no volume em relação ao ano anterior. Dados dos primeiros três meses do ano mostram que 473,4 mil bovinos foram abatidos no Estado, representando 1,84% a mais do que no mesmo período do ano passado. Aumento mais significativo, conforme o dirigente, ainda não deve ser sentido em 2026, mas a tendência é de alta nos próximos anos, em virtude do movimento de aumento dos rebanhos neste momento.
De modo geral, as exportações de carne bovina aumentaram 39% no primeiro trimestre, mas o movimento para ganhar os consumidores não se limita ao mercado externo. Há também campanha para mostrar ao brasileiro a qualidade dessa carne nobre.
"Já houve muita evolução em melhoramento genético e manejo, mas agora temos trabalhado em conjunto com os produtores para mostrar que temos condições de melhorar muito mais e, com isso, ganhar mercados. Tem aumentado, por exemplo, mas ainda de maneira incipiente, o volume de contratos de parcerias entre indústria e produtor, criando cadeias integradas. Sempre reforçando o quanto somos sustentáveis na pecuária gaúcha. Há um projeto nacional de garantir a rastreabilidade total dos rebanhos até 2033, pois aqui, estamos trabalhando para antecipar esse processo", diz.
 

Notícias relacionadas