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Publicada em 20 de Maio de 2026 às 18:26

Mapa aponta oportunidades de desenvolvimento para Macrorregião Sul do RS

Mapa apresenta oportunidades para o desenvolvimento da região Sul do RS

Mapa apresenta oportunidades para o desenvolvimento da região Sul do RS

Arte/JC
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Ana Stobbe e Eduardo Torres
Com Gabrieli Silva

Conheça 18 iniciativas que já se destacam entre as atividades econômicas ou têm projetos com potencial de alavancar o desenvolvimento dessa parte do Rio Grande do Sul.
Com Gabrieli Silva
Conheça 18 iniciativas que já se destacam entre as atividades econômicas ou têm projetos com potencial de alavancar o desenvolvimento dessa parte do Rio Grande do Sul.
1 - A carne do Pampa gaúcho em alta
Com o mercado da proteína animal em alta e a instabilidade nos grãos, a oportunidade para que a carne bovina do Pampa, reconhecida com selo de procedência, receba a valorização trabalhada pelo setor há bastante tempo chegou. Há sinergia maior entre produtores no campo, que aumentam seus rebanhos e aprimoram o manejo, e a indústria frigorífica. O resultado é o aumento exponencial de exportações de carne bovina e também de boi vivo no primeiro trimestre deste ano.
Municípios: Santana do Livramento, Alegrete, Uruguaiana, Dom Pedrito, Rosário do Sul, Bagé, Hulha Negra, Capão do Leão, Pelotas, Cerrito, São Lourenço do Sul, São Jerônimo, Caçapava do Sul, São Gabriel
2 - Carne e lã de ovelha voltam à cena
No embalo da valorização da proteína animal, a criação de ovinos ganha novo fôlego na região, depois de longo período de baixa. Os rebanhos estão em crescimento e agora o setor trabalha para melhorar a cadeia produtiva. Além da carne e da necessidade de frigoríficos especializados na região, a produção de lã natural recebe especial atenção do mercado externo em busca de maior sustentabilidade.
Municípios: Santana do Livramento, Alegrete, Uruguaiana, Quaraí, Rosário do Sul, Pinheiro Machado
3 - Irrigação avança com barragens
Está concluída a obra da Barragem Jaguari e, ainda neste ano, o governo do Estado pretende entregar também a Barragem de Taquarembó. Juntas, elas terão condições de, em um prazo a partir de um ano e meio, beneficiar pelo menos 350 mil habitantes da região e ampliar a irrigação nas lavouras de 117 mil hectares. Resultado de mais de R$ 600 milhões em investimentos estaduais e federais, as obras arrastaram-se por quase 20 anos e a estimativa é de que, com os ganhos na produção rural irrigada, o investimento possa retornar à economia do Rio Grande do Sul em três anos.
Municípios: São Gabriel, Lavras do Sul, Rosário do Sul, Dom Pedrito, Santana do Livramento
4 - A força da soja 
Mesmo com quatro municípios figurando entre as dez maiores áreas de plantio de soja no Rio Grande do Sul, a região é diretamente prejudicada pelas constantes estiagens. Desde o início do Mapa Econômico do RS, foram analisadas quatro safras, entre 2021 e 2024. Neste período, os cinco municípios com maiores áreas plantadas aumentaram as suas lavouras de soja em 26,2%, no entanto, a produção nos mesmos municípios baixou 21% no mesmo período. A irrigação é uma aliada para a recuperação. São Borja é justamente o município líder em áreas irrigadas de soja no Estado e é a exceção nessa variação verificada pelo Mapa Econômico. Aumentou sua área plantada em 50% e a produção em 71% no período.
Municípios: São Gabriel, Dom Pedrito, Alegrete, São Borja, Santana do Livramento, Maçambará
5 - Arroz tem alternativa com os biocombustíveis
Mesmo com a recuperação de áreas plantadas e com alta produtividade, a cultura do arroz, que tem nesta macrorregião mais de 70% da produção brasileira, enfrenta uma crise, com baixos preços ao produtor e dificuldades de crédito para manter a lavoura. Surge na região uma alternativa que pode colocar os arrozeiros na rota dos biocombustíveis. A projeção da Embrapa é que o “arroz gigante”, que não é comestível, em desenvolvimento, possa ocupar 1% da área plantada de arroz no Estado e representar uma fonte de recursos alternativa aos produtores, que já alimentam cadeias produtivas de energia, óleos e fibras na região.
Municípios: Pelotas, Uruguaiana, Santa Vitória do Palmar, Itaqui, Alegrete, Dom Pedrito, Camaquã
6 - Safra recorde potencializa vinho da campanha e fronteira
O vinho produzido na Campanha gaúcha tem selo de identidade geográfica próprio, que, com o acordo entre União Europeia e Mercosul, agrega valor ao que é produzido na região. Pois neste ano, a região vive um período de safra recorde desde o mais recente boom de vinícolas na região. Gigantes como a Miolo Wine Group já têm na região metade da sua produção, e apostam em diferenciais como a neutralização de carbono. Ao todo são 18 vinícolas ativas na região.
Municípios: Santana do Livramento, Candiota, Dom Pedrito, Pinheiro Machado, Quaraí, Pelotas, Santa Margarida do Sul, Itaqui, Barra do Ribeiro, Pelotas, Canguçu, Morro Redondo, São Borja
7 - Doces de Pelotas na vitrine
Com o setor cada vez mais organizado, os tradicionais doces de Pelotas avançam para conquistar novos mercados, mas, principalmente, ganhar visitantes que sejam atraídos pelo paladar. Indústrias investem em visitas guiadas, com a experiência da produção de doces, assim como lojas ganham espaço fora da cidade, e, em Pelotas, a Rua do Doce se consolida como um espaço de vitrine para essa tradição. A Fenadoce, com público crescente ano a ano, é o ápice para o setor, que movimenta ainda toda uma cadeia de produtores rurais de frutas entre o Sul e o Centro-Sul do Estado.
Municípios: Pelotas, Piratini, São Lourenço do Sul, Morro Redondo, Caçapava do Sul, Turuçu, Canguçu, Jaguarão
8 - Turismo do Pampa à lagoa
Se nas vinícolas da Campanha e Fronteira Oeste os roteiros, reforçados pelo Trem do Pampa, mobilizam milhares de turistas mensalmente em busca da experiência do enoturismo aliada às tradições como o churrasco e o chimarrão, as melhorias na hidrovia da Lagoa dos Patos e a recente criação da Reserva do Albardão despertam maior atenção para o turismo relacionado à lagoa. A região proporciona ainda roteiros como os doces de Pelotas, as compras na fronteira ou os negócios no Rio Grande.
Municípios: Santana do Livramento, Candiota, Barra do Ribeiro, Tapes, São Lourenço do Sul, Pelotas, Rio Grande, Chuí, Uruguaiana
9 - De olho nas terras raras
Avançam estudos conjuntos entre a UFSM, Ufrgs e Unipampa concentrados entre Caçapava do Sul, Lavras do Sul e Bagé para detectar e mapear a presença de elementos de terras raras e seu possível potencial comercial em um mercado estratégico no mundo. A região concentra grandes potenciais minerais do Rio Grande do Sul. Em 2026, por exemplo, iniciou a operação de uma nova fábrica de fertilizantes a partir da jazida de fosfato em Lavras do Sul, a produção de carvão em Candiota ainda tem papel importante na economia, e projetos como a extração de ouro em Lavras do Sul ou de titânio em São José do Norte avançam na fase ambiental.
Municípios: Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Candiota, São José do Norte
10 - Hidrogênio verde mais próximo da realidade
O fomento do Estado para a produção de hidrogênio verde como forma de tornar mais limpas as cadeias produtivas industriais do Rio Grande do Sul está mais próximo de se tornar realidade nesta região. O projeto Fontes Verdes, que vai gerar amônia e matéria-prima para a indústria de fertilizantes em Rio Grande, a partir da hidrólise, movimentada por energia solar, deve iniciar produção ainda neste ano. E em Candiota, a Âmbar Energia avança em seu projeto de produção de hidrogênio verde como forma de tornar mais sustentável a cadeia carbonífera.
Municípios: Rio Grande, Candiota
11 - Polo de fertilizantes reforçado
Iniciou suas operações neste ano a Águia Fertilizantes, com produção a partir da exploração de fosfato em Lavras do Sul e, em breve, também em Caçapava do Sul. A maior concentração de indústrias de fertilizantes no Rio Grande do Sul está no Distrito Industrial de Rio Grande, junto ao porto, pela evidente dependência de matérias-primas importadas, que enfrentam um cenário de incerteza pelos conflitos internacionais. É justamente na região que surgem tanto alternativas de produção a partir de insumos locais como no fornecimento de matéria-prima mais sustentável, local e não suscetível às variações internacionais.
Municípios: Rio Grande, Pelotas, Lavras do Sul, Caçapava do Sul
12 - Ciclo bilionário no Porto de Rio Grande
Tornar o Porto de Rio Grande um grande hub do Conesul ganha impulso com  investimentos. Em um ciclo de pelo menos seis anos, o Porto de Rio Grande e o Distrito Industrial de Rio Grande recebem aproximadamente R$ 7 bilhões em investimentos que vão desde a ampliação e modernização de terminais, como o da CCGL e o da Bianchini, que se tornará o mais rápido do setor de grãos, e o Terminal de Contêineres, com aporte bilionário, até a retomada da indústria naval, que já recomeçou suas operações no Estaleiro Rio Grande e já garantiu construções de embarcações por seis anos, até melhorias estruturais em terra e nos canais de entrada e navegação do porto.
Município: Rio Grande 
13 - Na mira do petróleo e dos biocombustíveis
O processo de levantamentos e estudos da Petrobras, que poderá viabilizar uma futura exploração de petróleo na costa gaúcha, começa a se estruturar e tem no Porto de Rio Grande e no Aeroporto de Pelotas duas bases operacionais já definidas. A empresa ainda avalia onde instalará sua base administrativa, que centralizará todas as ações da fase de levantamentos, possivelmente também no Sul do Estado. Por outro lado, a região tem avanço significativo, também relacionado à Petrobras, em novos combustíveis. A Refinaria Riograndense está pronta para a execução do projeto que a transformará definitivamente em uma biorrefinaria. Em Minas do Leão, no Centro-Sul, e em Capão do Leão, no Sul, consolida-se a produção de biogás como combustível para veículos e a indústria a partir de resíduos urbanos e da produção bovina.
Municípios: Rio Grande, Pelotas, Minas do Leão, Capão do Leão
14 - Hidrovia avança
A partir de investimentos em dragagem e sinalização, foi possível retomar neste ano, de maneira histórica, a navegação noturna de grandes embarcações pela Lagoa dos Patos. Serão finalizados neste ano os R$ 731 milhões destinados pelo Funrigs à dragagem de canais de navegação internos do Estado, para recuperar as condições anteriores à cheia de 2024. Avança ainda a modelagem para uma futura concessão das hidrovias gaúchas,que poderá gerar mais agilidade e eficiência nas operações hidroviárias.
Municípios: Rio Grande, São José do Norte, Barra do Ribeiro, Pelotas
15 - Universidades
O Ensino Superior têm transformado a região. Além de expandir o catálogo de cursos, as universidades contribuem para o desenvolvimento econômico a partir dos parques tecnológicos. 
Municípios:  Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Gabriel, Uruguaiana, Rio Grande, Pelotas, Tapes, São Lourenço do Sul, Capão do Leão e Santa Vitória do Palmar
 
16 - Rodovias 
Na região que tem relação direta com as rotas de exportação da produção gaúcha, a limitação das rodovias federais é um grande desafio. Todo o trecho da BR-290, que liga, por exemplo, Uruguaiana à Região Metropolitana, concentra o único trecho da rodovia que cruza o Rio Grande do Sul ainda não duplicado. Por outro lado, há expectativa por novos investimentos no polo rodoviário que inclui a BR-116 e a BR-392, após o término da antiga concessão. A perspectiva é de que um novo modelo de concessão garanta R$ 430 milhões em investimentos no polo.
Municípios: Pelotas, Canguçu, Camaquã, Capão do Leão, Rio Grande, Jaguarão, Uruguaiana, Itaqui, São José do Norte, Santana do Livramento
17 - Eólicas
As Regiões Sul, Campanha e Fronteira Oeste concentram o maior potencial para o desenvolvimento de futuros parques eólicos no Rio Grande do Sul, conforme aponta a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Somadas às iniciativas já existentes, a Metade Sul do Estado reforça o potencial neste setor.
Municípios: Pinheiro Machado, Chuí, Santa Vitória do Palmar, Quaraí, Uruguaiana, Rio Grande, Santana do Livramento, Alegrete
 
18 - Aeroportos
A aviação na Macrorregião Sul opera atualmente com voos comerciais regulares em Pelotas e Uruguaiana, e tem à disposição a estrutura de Bagé, fora da rota regular. Dos três, Pelotas é o que apresenta maior potencial de crescimento, atraindo os olhares de investidores interessados na malha aérea regional.
Municípios: Bagé, Pelotas, Uruguaiana

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