Enquanto a prefeitura de Santana do Livramento doou o terreno para a instalação do Parque Tecnológico Binacional e anunciou o aporte de R$ 1 milhão para contribuir com a contrapartida exigida pelo Focem, outras instituições públicas têm atuado junto ao projeto ou estão sendo prospectadas. "Se cria um círculo virtuoso de inovação, de empreendedorismo, de atração de investimentos também", celebra Schmidt.
É o caso do governo do Estado, que recebeu uma proposta da Unipampa para acessar recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), desenvolvendo um Centro de Inteligência Climática. A iniciativa foi apresentada dentro do eixo de resiliência climática do Plano.
"Estamos tendo um acolhimento muito bom na Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado para a elaboração do projeto do Centro de Inteligência Climática, que vai ficar dentro do Parque Tecnológico. A gente sabe que o problema climático, que deu razão à existência do Funrigs, é um problema do presente e do futuro. Como o Rio Grande do Sul vai se posicionar em relação a isso? Através da inovação e da geração de conhecimento para que a nossa sociedade civil possa se adaptar e buscar ter resiliência", explica Schmidt.
Por outro lado, há instituições públicas que estão auxiliando do ponto de vista técnico do projeto. O Ministério do Planejamento, por exemplo, foi o responsável por encaminhar o projeto ao Focem e por estabelecer uma parceria com oFundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), que está contratando o anteprojeto do Parque e realizando reuniões periódicas de orientações para a construção do texto final que será apresentado ao Mercosul. O órgão também estabeleceu parcerias com o Ministério do Desenvolvimento Regional para a execução do projeto, que conta também com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia.