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Publicada em 18 de Junho de 2025 às 18:05

Olivicultura aposta em pesquisa para retomar produtividade

Presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho avalia momento adverso

Presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho avalia momento adverso

EVANDRO OLIVEIRA/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de azeite de oliva extravirgem do Brasil. No cultivo da sua matéria-prima, a azeitona, fruto da oliveira, a Região Sul se destaca com os três municípios com as maiores áreas de olivais. Entretanto, nos últimos anos, foi necessário dar um passo atrás nos trabalhos: com uma queda na produtividade em 2024 e em 2025, é necessário investir em pesquisa para retomar os patamares dos anos anteriores. A avaliação é do presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho.
O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de azeite de oliva extravirgem do Brasil. No cultivo da sua matéria-prima, a azeitona, fruto da oliveira, a Região Sul se destaca com os três municípios com as maiores áreas de olivais. Entretanto, nos últimos anos, foi necessário dar um passo atrás nos trabalhos: com uma queda na produtividade em 2024 e em 2025, é necessário investir em pesquisa para retomar os patamares dos anos anteriores. A avaliação é do presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho.
A safra 2023/24 foi frustrante para muitos produtores. Na anterior, de 2022/23, a produção havia sido expressiva, com 580.228 litros de azeite e, no ano seguinte, esperava-se, inicialmente, superar o valor, chegando a 696.274, um aumento de 20%. Entretanto, eventos climáticos como ciclones, ventos fortes e menor intensidade do frio, levaram a uma queda de 67% na produtividade. Ao todo, foram 193.150 litros de azeite, 73% a menos do que o previsto.
Apesar dos entraves, era esperada outra supersafra em 2024/25. Mas o excesso de chuvas de 2024 indicam que, novamente, o cenário de menor produtividade deverá se repetir: a Ibraoliva estima um crescimento em relação à última safra, mas com números ainda inferiores que a de 2022/23. Os dados ainda não foram fechados, mas deverão ser disponibilizados neste primeiro semestre do ano.
A expectativa é de que, nos próximos anos, as pesquisas do Ibraoliva contribuam para identificar se os cultivares utilizados atualmente são os melhores para o clima gaúcho e, também, os impactos nos olivais dos defensivos hormonais utilizados na produção de soja em áreas próximas. "Nós vamos voltar para dentro da porteira para entender o que está acontecendo", pontua Obino.
"Se nós tivéssemos mantido aquele ritmo de crescimento, hoje nós estaríamos com certeza com mais de 8 mil hectares plantados", avalia o presidente do Ibraoliva. Apesar da queda de produtividade, a qualidade do azeite, considera, não foi reduzida: "nós temos, talvez, o melhor azeite do mundo e um parque fabril preparado, mas temos que ter oliva", acrescenta.
A expectativa de Obino é de que a área plantada seja ampliada nos próximos anos, assim como a produtividade. Para a safra de 2025/26, ele projeta a possibilidade de produzir entre 600 e 800 mil litros de azeite, a depender do clima e que, nos próximos anos, possa chegar a 1 milhão, a partir de pomares mais produtivos. Além disso, espera que os azeites gaúchos conquistem pelo menos 5% do mercado nacional, quintuplicando o percentual no mercado consumidor.

Maiores áreas de olivais nas regiões

  1. Pinheiro Machado
  2. Canguçu
  3. Caçapava do Sul
  4. Santana do Livramento
  5. São Gabriel
Fonte: Secretaria da Agricultura, 2024

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