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Publicada em 01 de Junho de 2026 às 00:25

Investimento em irrigação é baixo

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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) aponta que, na safra de 2023/2024, foram concedidos R$ 52,3 bilhões no Rio Grande do Sul para linhas de crédito à agricultura, mas só 0,67% desse valor, ou R$ 350,8 milhões, foram destinados a projetos de irrigação.
Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) aponta que, na safra de 2023/2024, foram concedidos R$ 52,3 bilhões no Rio Grande do Sul para linhas de crédito à agricultura, mas só 0,67% desse valor, ou R$ 350,8 milhões, foram destinados a projetos de irrigação.
A partir do programa Irriga RS, o Governo do Estado aponta que, até o final de julho do ano passado, 1,4 mil projetos foram aprovados em todo o Rio Grande do Sul para novas áreas irrigadas. Em duas fases do programa, teriam sido investidos pela iniciativa privada R$ 460 milhões, com mais de R$ 50 milhões subsidiados pelo poder público – até 10% dos projetos para implantação de pivôs.
No caso da Coopatrigo, o momento não é de investimentos, mas de espera, em virtude do endividamento do produtor e das commodities no Brasil e no mundo. Os aportes neste ano limitam-se a erguer, em Santo Antônio das Missões, uma nova unidade de recebimento, com um novo silo, desembolsando R$ 36 milhões.
A partir de Não-Me-Toque, no Alto Jacuí,  a cooperativa Cotrijal investe R$ 100 milhões neste ano entre ampliação de unidades de recebimento e aprimoramento no desenvolvimento de sementes e na produção de rações. Na sua área de produção, o resultado da soja garantiu um pouco mais de respiro aos produtores, fechando com um crescimento de 12% em relação ao ano ruim de 2025. Ainda assim, o desafio, como aponta o presidente da cooperativa, Nei Manica, é grande e exige, inclusive, um novo direcionamento da área de pesquisa da Cotrijal.
"A irrigação tem avançado de forma ainda tímida dentro da nossa área de atuação, embora tenha ganhado um pouco mais de força nos últimos anos. Esse avanço aconteceu, principalmente, em função dos seguidos anos de estiagem que enfrentamos recentemente. Diante desse cenário, o trabalho tem sido voltado para levar mais conhecimento aos produtores, especialmente em relação ao manejo dessas áreas irrigadas. Além disso, também estamos iniciando estudos mais aprofundados sobre irrigação, um tema que até pouco tempo atrás não fazia parte das nossas principais prioridades. Porém, com a sequência de estiagens, tornou-se necessário estudar mais o assunto e começar a auxiliar os produtores também nesse sentido", aponta Manica.
Segundo ele, a prioridade no setor de pesquisa e validação da Cotrijal é "buscar, testar e difundir tecnologias que apoiem os associados a terem mais renda nas propriedades", no que ele considera uma nova etapa de desenvolvimento no campo, depois de muitos anos trabalhando para garantir maior produtividade nas áreas cultivadas.
"Hoje também temos direcionado muitos trabalhos para o aumento da rentabilidade, ou seja, não necessariamente buscar produtividades cada vez maiores, mas entender quais manejos e tecnologias são mais rentáveis dentro da propriedade", explica o dirigente.

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