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Publicada em 01 de Junho de 2026 às 00:25

Macrorregião Norte é destaque em geração de emprego

Passo Fundo, na Produção, tem empregos concentrados no setor de comércios e serviços; indústria e construção também avançam

Passo Fundo, na Produção, tem empregos concentrados no setor de comércios e serviços; indústria e construção também avançam

Ana Stobbe/Especial/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
Entre as cinco macrorregiões da divisão do Mapa Econômico do RS, a Norte é a que mais tem se destacado pela melhora de diferentes indicadores. Entre eles, na geração de empregos. Afinal, foi a única porção do território gaúcho que avançou nos últimos seis anos sua participação no total de postos de trabalho no Rio Grande do Sul, que foi de 15,5% para 16,6%. Nos empregos industriais o crescimento foi ainda maior, passando de 16,1%, em 2020, para 18,5%, em 2026. 
Entre as cinco macrorregiões da divisão do Mapa Econômico do RS, a Norte é a que mais tem se destacado pela melhora de diferentes indicadores. Entre eles, na geração de empregos. Afinal, foi a única porção do território gaúcho que avançou nos últimos seis anos sua participação no total de postos de trabalho no Rio Grande do Sul, que foi de 15,5% para 16,6%. Nos empregos industriais o crescimento foi ainda maior, passando de 16,1%, em 2020, para 18,5%, em 2026. 
Mas, apesar dos avanços, não é a área que mais concentra oportunidades no mercado de trabalho no Estado. “Tem um desempenho muito importante na comparação dos valores relativos, mas não tem um grande peso no emprego total. Enquanto o Norte está com 16,6%, na Macrorregião Metropolitana estão 42,6% dos postos de trabalho do Estado”, destaca o pesquisador do Departamento de Economia e Estatística, Guilherme Xavier. 
O indicador é puxado principalmente pelos empregos gerados no campo da indústria, que possui forte participação no mercado de trabalho de alguns municípios. Nos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) Norte e Nordeste, por exemplo, o setor corresponde, sozinho, a cerca de 40% dos empregos totais. O peso é ainda maior em algumas cidades isoladas, como Panambi, onde os empregos industriais correspondem a 58% do total, Tapejara (57,6%) e Não-Me-Toque (55,7%). 
Há, ainda, um forte desempenho do setor de serviços em alguns locais. É o caso do município de Passo Fundo, na Produção, que teve crescimento nos empregos nas áreas de saúde (3,6%) e educação (1,1%) entre os meses de janeiro de 2025 e de 2026 e cujo segmento representa aproximadamente 53,7% dos vínculos ativos locais. Lá, também há uma concentração relevante de postos de trabalho na área do comércio, embora o varejo tenha tido uma leve queda, de 0,5% no período. A construção, uma das atividades que mais tem crescido no município, avançou 8,5% no comparativo interanual. 
Mas Xavier alerta para as desigualdades entre as regiões. O Norte, composto por 11 Coredes, possui características diversas de um local para outro. E, enquanto locais como a Produção e o Norte concentram mais de 2% do total de postos de trabalho do Rio Grande do Sul, os outros Coredes não atingem o indicador. A maioria fica na casa do 1%. As piores participações estão a cargo do Rio da Várzea (0,8%), Celeiro (0,8%) e Alto da Serra do Botucaraí (0,6%). 
A liderança entre os Coredes no total de vínculos ativos está na Produção, que teve desempenho positivo crescendo 1,9% na análise interanual de janeiro de 2025 e de 2026 e 26,5% ao considerar a variação de 2020 a 2026. Passo Fundo, a principal cidade, também ampliou o número de empregos formais em 2%. 
Na sequência, está o Norte, com pouco mais de 59 mil postos de trabalho registrados em janeiro de 2026. Foi o Corede que registrou um dos maiores crescimentos da macrorregião, de 4,5% no comparativo interanual. A maior cidade, Erechim, avançou acima da média da região, aumentando 4,9% o total de vínculos ativos no período. Uma das áreas de maior desempenho no período foi a construção civil, que cresceu em 22,9% o número de postos de trabalho. 
Já a Fronteira Noroeste concentra 50,9 mil postos de trabalho e cresceu 2% no comparativo interanual. Santa Rosa é o principal polo, com 25,7 mil empregos. A cidade cresceu 3,7% o número de vínculos ativos entre os meses de janeiro de 2025 e de 2026. O desempenho foi maior nos empregos industriais, que cresceram 4,2% no mesmo período. 
O Noroeste Colonial, por sua vez, teve uma variação mais singela, de 2,1% na análise interanual e 21,1% ao considerar o período de 2020 a 2026. A principal cidade, Ijuí, cresceu 4%. E é nessa região onde está Panambi, um dos municípios que mais concentram empregos na área da indústria na Macrorregião Norte. Foi no setor, inclusive, que Ijuí mais cresceu os vínculos ativos, em 12,8%, principalmente nas atividades de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
Enquanto isso, a Região das Missões teve uma leve variação de 1,1% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Sua principal cidade, Santo Ângelo, teve uma variação singela, de 0,8%. Mas, na área industrial, a variação do município foi maior, com um crescimento de 5,8%. 
O Alto Jacuí teve variação negativa, mas próximo à estagnação, com queda de 0,6% entre 2025 e 2026. Cruz Alta, a cidade que mais concentra empregos, também se manteve estagnada, na casa dos 0,0% de variação. Mas o grande destaque ficou com Não-Me-Toque, onde mais da metade dos empregos estão na indústria. Lá, o setor cresceu em 4,4% os vínculos de trabalho ativos, gerando um crescimento de 1,2% no número total de postos de trabalho do município. 
O Nordeste teve um dos melhores desempenhos, crescendo 7,6% de um ano ao outro. Pelo menos duas cidades se destacam no Corede, principalmente devido à sua vocação industrial. Tapejara, o maior dos municípios, cresceu 4,4% no total de vínculos ativos, mas o salto foi de 5,8% na indústria. Já Sananduva teve um aumento de 31% no número de empregos formais, com alta de 76,7% na indústria, que passou de 1.589 trabalhadores para 2.807, o aumento se concentrou no setor alimentício. 
O Médio Alto Uruguai cresceu apenas 2,5% de 2025 para 2026. Entretanto, ao analisar o retrospecto desde 2020, é destaque, ampliando o volume de empregos em 33,6%. Frederico Westphalen, a principal cidade, cresceu 3,1%. Alguns municípios são bastante dependentes da indústria no mercado de trabalho, como é o caso de Seberi e Trindade do Sul, onde os vínculos contratuais no setor se aproximam do 60% do total de empregos. 
Já a Região Celeiro avançou 4,5% no mercado de trabalho formal na análise interanual. Suas cidades, entretanto, são pequenas: a maior geradora de empregos, por exemplo, é Três Passos, com apenas 6,8 mil postos de trabalho. Um de seus pequenos municípios, Miraguaí, entretanto, teve um salto de 71%, passando de 942 para 1.620 contratos ativos. Os novos empregos estiveram concentrados na indústria, que cresceu 110,4%, especialmente no setor alimentício.
Também pequeno, o Rio da Várzea cresceu 1,8% dos trabalhos formais de 2025 a 2026. A principal cidade, Sarandi, teve um destaque maior, ampliando os empregos em 5,2%. Na indústria, entretanto, não houve variação no Corede. 
O Alto da Serra do Botucaraí tem apenas 15,9 mil postos de trabalho, mas foi o Corede que mais cresceu proporcionalmente nos últimos seis anos, com avanço de 46,6% no valor. No comparativo interanual, entretanto, a variação foi de apenas 2,6%. Sua principal cidade, Soledade, cresceu 4,5% os vínculos formais ativos. Mas um dos maiores destaques está no município de Victor Graeff, que, embora no comparativo interanual tenha caído, próximo à estagnação, nos últimos seis anos cresceu em 101,7% os empregos industriais. 

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