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Publicada em 23 de Junho de 2026 às 17:26

Área Metropolitana concentra empregos, mas perde participação para Norte do RS

Macrorregião Metropolitana, liderada pela capital Porto Alegre, concentra mais de 1,2 milhão de empregos formais

Macrorregião Metropolitana, liderada pela capital Porto Alegre, concentra mais de 1,2 milhão de empregos formais

Tânia Meinerz/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
A Macrorregião Metropolitana é a porção do território gaúcho que mais concentrava empregos formais em janeiro de 2026, com 42,6% do total de vínculos empregatícios do Rio Grande do Sul. Entretanto, a área está perdendo protagonismo, a partir do avanço do Norte do Estado. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), compilados pelo Departamento Estadual de Economia e Estatística (DEE-RS).
A Macrorregião Metropolitana é a porção do território gaúcho que mais concentrava empregos formais em janeiro de 2026, com 42,6% do total de vínculos empregatícios do Rio Grande do Sul. Entretanto, a área está perdendo protagonismo, a partir do avanço do Norte do Estado. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), compilados pelo Departamento Estadual de Economia e Estatística (DEE-RS).
"A Macrorregião Metropolitana não apresenta variações de forma tão intensa, mas mostra a continuidade de uma perda gradual da sua centralidade diante de outros focos de dinamismo do RS. Enquanto isso, o Norte é um dos lugares que está tomando a frente na expansão do emprego. A área Metropolitana está perdendo população e sua relevância no cenário econômico, mas conseguindo manter suas atividades com variações próximas à média estadual", analisa o sociólogo e pesquisador do DEE-RS Guilherme Xavier.  
Nesta década, entre janeiro de 2020 e janeiro de 2026, todas as macrorregiões do RS cresceram em número de vagas formais de trabalho. Entretanto, a fatia da Macrorregião Metropolitana registrou uma perda de 1 ponto percentual, passando de 43,6% dos empregos do Estado em 2020 para 42,6% neste ano.
Quem ganhou esse espaço foi a Macrorregião Norte, que tinha 15,5% dos empregos formais do Rio Grande do Sul em 2020 e, em janeiro deste ano, subiu para 16,6% das vagas de trabalho, avançando, assim, 1,1 ponto percentual na sua representatividade no total do mercado de trabalho gaúcho.
No caso dos empregos industriais, a situação preocupa. Embora a Macrorregião possua 54,6% do total estadual, a maioria deles (32,7% do total do Rio Grande do Sul) está concentrada no Vale do Sinos. Os outros dois Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) dessa parte do Estado — Região Metropolitana e Litoral Norte — juntos, representam apenas 21,9%.
E, nesse contexto, a Macrorregião Norte avança a passos largos: em 2020, possuía 16,1% dos trabalhos industriais gaúchos e, em 2026, passou a ter 18,5%. No mesmo período, houve uma redução de 3,1% no número de postos de trabalho na indústria na Macrorregião Metropolitana.
"Você tinha uma visão antiga de que a Região Metropolitana concentrava muito o emprego industrial. Vemos que a indústria já está crescendo bem menos que o emprego total, e, dentro do território, tem uma perda relativa da metropolitana", avalia Xavier. 
Apesar da perda de participação no total estadual, a Macrorregião foi capaz de ampliar os vínculos de trabalho formal no comparativo interanual. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o número de empregados geral cresceu em 1,5% nessa parte do Rio Grande do Sul, em um índice próximo ao do Estado, que saltou em 1,3% no mesmo período. 
Porto Alegre, a capital gaúcha, é a cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Por óbvio, também é a que mais possui vínculos empregatícios ativos: 591.818 contratos profissionais em janeiro de 2026. O número representa um avanço de 2,12% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O crescimento foi difuso, entre setores voltados ao serviço e à indústria. 
Apesar disso, é possível verificar alguns destaques na cidade. No comparativo interanual, de 2025 e 2026, os principais saldos positivos estiveram nos serviços de escritório e apoio administrativo, com novos 3.448 empregos, e nas atividades e serviços de informação, com 1.447.
Já no aspecto negativo as atividades de vigilância, segurança e investigação tiveram uma perda de 1.744 postos de trabalho, enquanto o comércio varejista sofreu uma baixa de 279 vínculos profissionais. 
Na Região Metropolitana, entretanto, há outros destaques. É o caso de Gravataí, que abriga a General Motors e possuía, em janeiro de 2026, 58.157 postos de trabalho, sendo que 39,4% estavam na indústria. No comparativo interanual, o aumento foi de 1,2% no total e uma queda de 0,5% nos empregos industriais.
Triunfo, sede do Polo Petroquímico, por sua vez, cresceu em 7,1% o número de postos de trabalho no período, indicador que sobe a 68,6% ao comparar os meses de janeiro de 2020 e 2026. 
Já o Vale do Sinos, área de intensa industrialização, teve um mau desempenho no setor, com queda de 3% dos postos de trabalho industriais. Mesmo assim, algumas cidades avançaram na geração de empregos. É o caso de Canoas, que aumentou o número de postos de trabalho em praticamente 2% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado. O indicador foi puxado pelos serviços de escritório e apoio administrativo, as atividades de vigilância, segurança e investigação, e o comércio varejista. 
Esteio, que sedia anualmente um dos principais eventos da agropecuária, a Expointer, teve um desempenho positivo puxado pela indústria, que ampliou em 4,1% o número de vínculos empregatícios. O indicador foi puxado justamente pelo setor de máquinas e equipamentos. No volume total de empregos, entretanto, a variação foi negativa em 2,6%. 
O Litoral Norte é, entre os três Coredes, o que mais destoa. Afinal, além de ser a área do Estado que mais tem atraído população e a com o menor Produto Interno Bruto per capita, é também uma região pujante na geração de empregos, com uma variação de 2%, acima do Estado
Torres foi uma cidade litorânea que se destacou nos indicadores. Principalmente, por ter crescido 3,9% no número de postos de trabalho formais, entre janeiro de 2025 e de 2026, e 24,5% no período de 2020 a 2026. O desempenho foi puxado pela construção civil e pelas atividades de atenção à saúde humana

Vale do Sinos lidera em empregos industriais na macrorregião

Ao analisar a Macrorregião Metropolitana em termos de setores das vagas de trabalho, no caso dos empregos industriais, a situação preocupa. Embora a Macrorregião possua 54,6% do total estadual, a maioria deles (32,7% do total do Rio Grande do Sul) está concentrado no Vale do Sinos. Os outros dois Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) dessa parte do Estado — Região Metropolitana e Litoral Norte — juntos, representam apenas 21,9%.
E, nesse contexto, a Macrorregião Norte avança a passos largos: em 2020, possuía 16,1% dos trabalhos industriais gaúchos e, em 2026, passou a ter 18,5%. No mesmo período, houve uma redução de 3,1% no número de postos de trabalho na indústria na Macrorregião Metropolitana.
"Você tinha uma visão antiga de que a Região Metropolitana concentrava muito o emprego industrial. Vemos que a indústria já está crescendo bem menos que o emprego total, e dentro do território, tem uma perda relativa da metropolitana", avalia Xavier. 
Apesar da perda de participação no total estadual, a Macrorregião Metropolitana ampliou os vínculos de trabalho formal no comparativo interanual.

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