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Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Calçados do Vale do Sinos encontram janela em novos mercados

Calçados Beira Rio ampliou as suas exportações para El Salvador, na América Central

Calçados Beira Rio ampliou as suas exportações para El Salvador, na América Central

/Calçados Beira Rio/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
A macrorregião tem 12 municípios entre os 50 maiores exportadores gaúchos – em valores negociados com o Exterior – nos primeiros quatro meses do ano, e somente dois, Sapiranga e Dois Irmãos, apresentaram variação positiva nos números da balança comercial em relação ao mesmo período de 2025. Uma das explicações está na busca de uma das maiores produtoras de calçados do Rio Grande do Sul por mercados alternativos, não influenciados pelos sucessivos tarifaços norte-americanos.
A macrorregião tem 12 municípios entre os 50 maiores exportadores gaúchos – em valores negociados com o Exterior – nos primeiros quatro meses do ano, e somente dois, Sapiranga e Dois Irmãos, apresentaram variação positiva nos números da balança comercial em relação ao mesmo período de 2025. Uma das explicações está na busca de uma das maiores produtoras de calçados do Rio Grande do Sul por mercados alternativos, não influenciados pelos sucessivos tarifaços norte-americanos.
A Calçados Beira-Rio tem entre Sapiranga e Novo Hamburgo 35% da sua produção. E o destino de boa parte dela, nesses primeiros meses de 2026, foi El Salvador, na América Central. A empresa não divulga detalhes do contrato firmado com o governo local para o fornecimento de calçados aos estudantes locais, mas dados do Governo Federal apontam que quase 20% de todas as exportações de Sapiranga, que teve um crescimento de 13,2% nas vendas de produtos para outros países, foram justamente para este país.
Diferente de outras indústrias calçadistas da região, no Vale do Sinos a Beira Rio não trabalha com o couro. O diferencial está nos produtos com solado em borracha – correspondem a 92% das exportações do município de Sapiranga e pouco mais de 35% de Novo Hamburgo –, que primam pela sustentabilidade.
"Temos trabalhado muito com a evolução dos sapatos considerados mais confortáveis, especialmente na linha Attivita. Temos utilizado o EVU 100% reaproveitado ao longo da cadeia produtiva para a produção do solado. Isso garante sustentabilidade e agrega valor ao produto", explica o diretor industrial da Beira Rio, João Heinrich.
Além da Attivita, a empresa produz no Vale do Sinos as linhas Moleka, Beira Rio e Molekinha. O mercado nacional ainda é o principal destino dos calçados, mas a aproximação com potenciais novos clientes é uma constante. Hoje, a Beira Rio já exporta para 100 países.
"Temos trabalhado de maneira muito forte para estreitar parcerias com clientes em todas as regiões do Brasil e no Exterior", resume Heinrich.
Informação não confirmada pela empresa dá conta de que o primeiro contrato com o governo salvadorenho garante a exportação de um milhão de pares de tênis para os estudantes, em um contrato de US$ 16 milhões. Até o final de abril, as empresas de Sapiranga já haviam negociado US$ 11 milhões com El Salvador, o dobro do negociado com os Estados Unidos e quase quatro vezes mais do que os valores vendidos à Europa. Um crescimento superior a 500% em relação ao mesmo período do ano passado.

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