Está mantido o cronograma e a expectativa da Aeromot de, no final de 2027, ter em operação em Guaíba a sua fábrica de aviões, com um investimento de R$ 100 milhões, referentes à Fase 1 do arrojado projeto de ter na cidade da Região Metropolitana o chamado AeroCITI.
"Nesta primeira fase, nossa ideia é entregarmos a fábrica que vai produzir o modelo DA62, a pista de pouso e a rua principal do complexo, entre a BR-116 e a Estrada do Conde. A partir de 2028, o plano é expandirmos para os hangares, o terminal executivo e a praça, além de trazermos para Guaíba a pesquisa e desenvolvimento de laboratórios", comenta o CEO da Aeromot, Guilherme Cunha.
Do ponto de vista industrial, a seguir o cronograma da empresa, que atualmente trabalha na terraplanagem da área que há alguns anos receberia a Ford, em 2030 a estrutura chegará a um dos seus pontos diferenciais, com o possível início da produção do chamado NIX, a aeronave movida a etanol, atualmente em fase de desenvolvimento.
A tendência de agregar produção industrial com desenvolvimento de tecnologia, que é uma característica dos recentes investimentos das indústrias pesadas da macrorregião, terá, no complexo liderado pela Aeromot a colocação do Rio Grande do Sul na vanguarda da formação de engenheiros e especialistas em aviação a partir de uma parceria já firmada com o ITA, a partir de uma plataforma que unifica São José dos Campos, Belo Horizonte e Porto Alegre/Guaíba. Com o AeroCITI já estabelecido, existirá o Aeromot Tecnology Center.
"Neste primeiro momento, já a partir do início de 2027, teremos a primeira turma de 35 alunos em um programa de especialização em Engenharia Aeronáutica, no módulo híbrido, com parte do curso online e parte nas três sedes definidas neste programa. Abriremos, inclusive, um edital para alunos de fora do ITA", explica Guilherme Cunha.
Já na primeira fase do projeto, que injetará até R$ 3 bilhões em investimentos em Guaíba em dez anos, a estrutura terá auditórios que servirão à formação de pilotos e engenheiros.
Com o avanço do AeroCITI, já há inclusive um protocolo de intenções firmado com o Governo do Estado para incentivar a formação de jovens e atrair empresas para o hub aeronáutico, inclusive com a distribuição de bolsas de estudo, à exemplo do que já acontece em programas estaduais como o de semicondutores.