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Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Depois da cheia, marcas voltaram mais fortes

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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Três dias antes da enchente, José Amarante, dono da empresa, não acreditava que, de alguma maneira, a água poderia chegar ou invadir a área de uma das mais tradicionais indústrias de alimentos de Porto Alegre, na Rua Comendador Coruja, junto da Avenida Voluntários da Pátria, no bairro Floresta. Até que só foi possível entrar de barco, com a água a 1m90cm dentro da área de produção do tradicional salgadinho Pastelina. Poderia ser o fim de uma história de, até então, 74 anos. Foi quando o prestígio da marca junto ao público contrariou o cenário de terra arrasada. Dois anos depois, a Pastelina ampliou seu portfólio, é exportada e já dobrou a produção em relação ao período pré-cheia.
Três dias antes da enchente, José Amarante, dono da empresa, não acreditava que, de alguma maneira, a água poderia chegar ou invadir a área de uma das mais tradicionais indústrias de alimentos de Porto Alegre, na Rua Comendador Coruja, junto da Avenida Voluntários da Pátria, no bairro Floresta. Até que só foi possível entrar de barco, com a água a 1m90cm dentro da área de produção do tradicional salgadinho Pastelina. Poderia ser o fim de uma história de, até então, 74 anos. Foi quando o prestígio da marca junto ao público contrariou o cenário de terra arrasada. Dois anos depois, a Pastelina ampliou seu portfólio, é exportada e já dobrou a produção em relação ao período pré-cheia.
"Hoje, o nosso produto não fica mais do que quatro dias estocado. Nossa ideia é triplicarmos a produção em relação ao que tínhamos antes até o final deste ano, após toda a remodelação que fizemos da indústria", conta Amarante.
A destruição na fábrica virou notícia, e aí veio a surpresa. A reação do público consumidor da Pastelina nas redes sociais, inclusive com o varejo encomendando salgadinhos, mesmo com a fábrica ainda sem condições de entrega, foi o empurrão para a retomada, que não é isolada. No bairro Sarandi, por exemplo, a padaria atacadista Salga Alimentos, após investir na retomada depois de ser fortemente atingida pela cheia, registrou um crescimento nos resultados de 150%. Exemplo mais visível neste setor de alimentos e bebidas na Capital foi a revolução na indústria da Coca-Cola FEMSA, hoje uma das mais modernas da empresa.
Na Pastelina, foram investidos R$ 9 milhões para a retomada e renovação de maquinários, essencialmente, três embaladeiras, cilindros para preparação de massa, fritadeiras, esteiras e mais veículos para ampliar a distribuição. O parque industrial recebeu ainda R$ 4 milhões em aportes para uma ampliação.
Até o final do ano, o parque industrial terá 1,5 mil metros quadrados. Um crescimento de 800 mil metros quadrados nesses dois últimos anos.
"Antes da enchente, já estava no nosso horizonte aumentarmos o mix de produtos, com novos sabores, Quando vimos a repercussão para a nossa retomada, passamos também a ouvir o consumidor na definição de novos sabores, e essa interação é uma marca da nossa renovação", explica o diretor da Pastelina.
Hoje, são cinco sabores nos mercados e, adianta Amarante, há outros três prontos para chegarem ao mercado. A produção chega a 800 mil pacotes por mês de Pastelina por mês, chegando ao triplo dos números de 2024. Está também nos planos uma possível entrada no mercado de massas de pastel e lasanha. 
O que não passa pela cabeça de José Amarante é deixar Porto Alegre, mesmo com o baque de dois anos atrás.
"Confiança de que não acontecerá de novo ainda não é possível ter, mas estar aqui é estar no centro consumidor do Estado, com uma logística muito facilitada para nós. Para a nossa marca, não tem como tirar a produção de Porto Alegre. Mas, é claro, o nosso produto tem chegado cada vez mais longe", comenta.
A estratégia da empresa é consolidar o prestígio que a fez superar a crise em novas regiões. Desde o interior do Rio Grande do Sul, com potencial de crescimento especialmente no Norte, até regiões como o litoral de Santa Catarina e a possível multiplicação de entrepostos logísticos no País. Isso porque em São Paulo, por exemplo, já há um mercado consolidado, com ideia de expansão para o interior paulista e o oeste paranaense.
Fora do Brasil, já é possível encontrar Pastelina nos Estados Unidos, Argentina e Uruguai. Além de negociações avançadas para exportações em Portugal e Angola.

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