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Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Movimentação portuária ainda busca recuperação

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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Dois anos depois da cheia, os números mostram que o porto de Porto Alegre ainda ressente-se do baque. A movimentação de cargas na estrutura fundamental para a balança comercial da Capital até aumentou 36% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025. No entanto, no comparativo com 2024, justamente com o período pré-enxurrada, Porto Alegre tem movimentado 64% a menos do que acontecia. Entre janeiro e abril, incluindo as movimentações do porto público e dos terminais da região, foram 126,8 mil toneladas transportadas pelos canais, em apenas 17 embarcações – 1,36% da movimentação de embarcações do Estado.
Dois anos depois da cheia, os números mostram que o porto de Porto Alegre ainda ressente-se do baque. A movimentação de cargas na estrutura fundamental para a balança comercial da Capital até aumentou 36% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025. No entanto, no comparativo com 2024, justamente com o período pré-enxurrada, Porto Alegre tem movimentado 64% a menos do que acontecia. Entre janeiro e abril, incluindo as movimentações do porto público e dos terminais da região, foram 126,8 mil toneladas transportadas pelos canais, em apenas 17 embarcações – 1,36% da movimentação de embarcações do Estado.
"Toda a infraestrutura portuária e dos canais foi afetada pela enchente. A partir de janeiro deste ano, tivemos os principais canais de navegação entregues após o longo processo de dragagem, e já recuperamos parte do movimento. Claro que uma das características principais de Porto Alegre é o de um porto importador, especialmente de fertilizantes e grãos, e há questões geopolíticas importantes que reduzem a importação desses insumos e afetam diretamente a balança comercial do porto. Nosso desafio agora é seguir investindo em infraestrutura para atrairmos novos parceiros e ampliarmos a exportação a partir de Porto Alegre", diz o diretor de operações da Portos RS, Bruno Almeida.
Segundo ele, historicamente o porto movimenta entre 800 mil e 1 milhão de toneladas anuais, em sua maioria, com cargas que chegam à Capital. Nos primeiros quatro meses do ano, 54% da carga movimentada entre os terminais foi de fertilizantes, outros 30%, de cevada, que abastece a maltaria da Ambev em operação no bairro Navegantes. O trigo respondeu por 15% do movimento e as chamadas cargas gerais, que incluem o transporte de transformadores, toras e gás, por exemplo, representaram somente 0,39% do movimento portuário.
"A infraestrutura para exportações já temos, mas há subutilização. Hoje, boa parte dos transformadores produzidos na Região Metropolitana são transportados por balsas, no Tecon, em Triunfo, há duas escalas semanais de contêineres, e a ocupação do cais, de modo geral, é baixa. Temos potencial para sermos mais atrativos, e por isso estamos em busca de novos parceiros e investindo na melhoria das estruturas nessa retomada após a enxurrada", explica Almeida.
Estava prevista para junho a abertura da licitação do projeto de revitalização do porto, com R$ 40 milhões garantidos pelo Funrigs. As obras representarão principalmente avanços em resiliência, como balanças mais modernas e elevadas, e a renovação de toda a rede elétrica da zona portuária.
Em outra frente, o arrendamento de áreas tende a ser acelerado. O terminal POA 2, por exemplo, arrendado pela Serra Morena em 2023, deve receber investimentos a partir de agora. O POA26, na região do Navegantes, foi arrematado no começo deste ano pelo consórcio catarinense Portos do Sul, no terceiro leilão realizado. A área de 22 mil metros quadrados deverá receber R$ 21,1 milhões em investimentos no período de dez anos. Conforme os futuros operadores do terminal, a intenção é movimentar e armazenar granéis sólidos e fertilizantes.
"Temos nos reunido muitas vezes com operadores interessados em movimentar líquidos em Porto Alegre, além de cargas sazonais, como toras e sucatas. A navegação retomou, desde o começo do ano, os 5,18 metros de calado normais. Atrair novos investimentos e operações faz parte do processo de redescobrirmos os portos no Rio Grande do Sul" avalia o diretor.
Ainda neste ano, pelo menos um terminal, o POA20, deve entrar na lista de leilões do Governo Federal.

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