Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Vale do Gravataí e dos condomínios logísticos

Segundo condomínio logístico da Log CP, com 45 mil metros quadrados; empresa confirmou novo espaço

Segundo condomínio logístico da Log CP, com 45 mil metros quadrados; empresa confirmou novo espaço

/log cp/Divulgação/JC
Compartilhe:
Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Uma nova onda de investimentos em condomínios logísticos cria uma rivalidade do bem, que tende a beneficiar a economia dos dois lados dos limites municipais entre Gravataí e Cachoeirinha. Ambos os municípios têm, na duplicação da ERS-118 e na proximidade da BR-290 (Freeway), além da vizinhança com Porto Alegre e com o Aeroporto Salgado Filho, trunfos para a atração de empreendimentos que têm redesenhado a logística de toda a Região Metropolitana. 
Uma nova onda de investimentos em condomínios logísticos cria uma rivalidade do bem, que tende a beneficiar a economia dos dois lados dos limites municipais entre Gravataí e Cachoeirinha. Ambos os municípios têm, na duplicação da ERS-118 e na proximidade da BR-290 (Freeway), além da vizinhança com Porto Alegre e com o Aeroporto Salgado Filho, trunfos para a atração de empreendimentos que têm redesenhado a logística de toda a Região Metropolitana. 
Até este ano, porém, enquanto os vizinhos cada vez mais são protagonistas neste cenário, Cachoeirinha, mesmo com seu posicionamento geográfico privilegiado, não era, de fato, um destino para os condomínios vinculados ao e-commerce. Mas o jogo virou. Parte da imensa área que já abrigou a fábrica da Souza Cruz no Distrito Industrial, ao lado da ERS-118, deverá dar lugar ao Parque Logístico Cachoeirinha, um grande complexo logístico anunciado pela paulista Guardian Gestora, que chegaria a 2 milhões de metros quadrados em seu ápice, podendo atingir R$ 1 bilhão em investimentos em até 20 condomínios logísticos. 
"É um empreendimento relevante, mas não de maneira isolada. Ele faz parte da estratégia de criarmos um ambiente favorável à expansão econômica de Cachoeirinha. O que acontece em Gravataí é um exemplo para nós", diz o assessor especial da prefeita Jussara Caçapava, Cláudio Ávila. 
O projeto avança na fase de licenciamentos e, de concreto até o momento, há a primeira fase – são previstos seis grandes lotes –, com obras previstas para iniciar neste mês, e investimento de R$ 300 milhões para erguer o primeiro destes armazéns logísticos voltados ao mercado do e-commerce, que até então não tinha Cachoeirinha no radar.
O ambiente entre os vizinhos atraiu o 3SB para os dois lados dessa disputa. Em Gravataí, a empresa aporta R$ 300 milhões para entregar no final deste ano um novo parque logístico com 100 mil metros quadrados de área construída no eixo da ERS-118. Em Cachoeirinha, a empresa ainda trata um possível terceiro condomínio logístico a ser erguido na Avenida Frederico Ritter como "um empreendimento de interesse da empresa". No município, especula-se R$ 200 milhões a serem desembolsados neste projeto nos mesmos moldes dos anteriores.
Até então, o 3SB estava instalado somente com um parque logístico em Nova Santa Rita, onde completou o seu Master Plan em 2025, chegando a 14 empresas em operação – incluindo gigantes como a Amazon, Lojas Colombo, Magalu e Pepsico.
Mesmo com pelo menos 20 centros logísticos em operação, Cachoeirinha, de fato, ainda não havia entrado nas disputas dos players do e-commerce. Agora, a tendência é de que o município aprenda com Gravataí a gerenciar – e garantir agilidade – à intensa concorrência no setor.
Além do parque logístico do 3SB, recentemente foi entregue o segundo condomínio logístico da LOG CP, também às margens da ERS-118, com todos os seus espaços, totalizando 45 mil metros quadrados, comercializados. Tamanho sucesso levou o gigante nacional a confirmar o seu projeto de construção do LOG CP III, com outros 90 mil metros quadrados, também na cidade e novamente no eixo da rodovia estadual duplicada.
Entre os dois empreendimentos, a LOG CP desembolsa R$ 387 milhões em Gravataí. No começo do ano, outros R$ 550 milhões já haviam sido anunciados em investimentos da Raizz Capital para um condomínio de 60 mil metros quadrados e da Brasco Logística, que também opera em Canoas, para uma área de 100 mil metros quadrados.
A perspectiva é de que até 2028 Gravataí, que é um dos principais pólos deste novo setor da economia, vitaminado pelo varejo online nas proximidades de Porto Alegre, atinja 1 milhão de metros quadrados em área construída.

Notícias relacionadas