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Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Atração de Data Centers segue em alta

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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Um novo player no cenário dos data centers da região tem perspectiva de entrar em operação ainda em 2026 na zona norte de Porto Alegre, entre os bairros Sarandi e Rubem Berta. Trata-se do projeto levado adiante pela Tecto Data Centers, que chegará, após algumas etapas de desenvolvimento, a R$ 700 milhões em investimentos.
Um novo player no cenário dos data centers da região tem perspectiva de entrar em operação ainda em 2026 na zona norte de Porto Alegre, entre os bairros Sarandi e Rubem Berta. Trata-se do projeto levado adiante pela Tecto Data Centers, que chegará, após algumas etapas de desenvolvimento, a R$ 700 milhões em investimentos.
Nesta primeira etapa, a empresa pretende entregar o TPOA1, com capacidade de  megawatts (MW) e aporte de R$ 200 milhões. O projeto completo chegará a 20 MW de capacidade, em um terreno de 33 mil metros quadrados.
Há alguns anos a empresa pretendia instalar seu novo data center na Capital, inicialmente no Quarto Distrito. Plano que acabou abortado com a cheia de 2024. O objetivo da Tecto é atuar com infraestrutura de TI para organizações locais (servidores, redes e armazenamento).
A região já conta com dez data centers, e o interesse do setor é crescente em virtude da conexão do cabo submarino Malbec até Porto Alegre, com conclusão prevista para 2027. A conexão interliga Rio de Janeiro a Fortaleza, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos e Bermudas com uma infraestrutura de 26 mil quilômetros de cabos submarinos executados pela V.tal. A Tecto é justamente a marca da divisão de data centers da empresa.
Um anel de fibra ótica vai passar pelos data centers da região. Entre eles, o megaempreendimento anunciado em 2024 em Eldorado do Sul pela Scala Data Centers,  Scala AI City, que, no entanto, ainda avança a passos lentos, sem perspectiva de concretização. A exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de que projetos deste porte – são previstos 54 MW somente na primeira etapa do projeto – apresentem maiores garantias para acesso à rede de transmissão de energia, o que poderia onerar o projeto em Eldorado do Sul.
Ao todo, o Scala AI City é um projeto voltado à atuação em nuvem e Inteligência Artificial, com investimento na primeira etapa de até R$ 3 bilhões. Entre dez e 20 anos, a perspectiva é atingir uma capacidade de até 4,75 mil MW, energia suficiente para atender toda a atual demanda média do Rio Grande do Sul, com um investimento que poderia chegar a R$ 500 bilhões. Não à toa, é justamente o acesso à energia que tem sido polêmico e trava o avanço das licenças ao empreendimento. Até o momento, a Fepam sequer abriu formalmente o processo de licenciamento pela Scala em Eldorado do Sul.

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