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Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Um laboratório para traçar os rumos na IA

Dell e Instituto Eldorado - Laboratório de Design - Divulgação Instituto Eldorado - Mapa Econômico do RS 2026 Região Metropolitana

Dell e Instituto Eldorado - Laboratório de Design - Divulgação Instituto Eldorado - Mapa Econômico do RS 2026 Região Metropolitana

/Instituto Eldorado/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Entender como a inteligência artificial pode tornar experiências digitais mais intuitivas, eficientes e naturais para os usuários é o principal desafio colocado pela Dell Technologies ao seu novo laboratório de design e IA, inaugurado este ano no Instituto Caldeira, reforçando o papel da região como impulsionadora de inovação em escala global.
Entender como a inteligência artificial pode tornar experiências digitais mais intuitivas, eficientes e naturais para os usuários é o principal desafio colocado pela Dell Technologies ao seu novo laboratório de design e IA, inaugurado este ano no Instituto Caldeira, reforçando o papel da região como impulsionadora de inovação em escala global.
"Porto Alegre e a região têm uma combinação única de talentos, universidades, centros de pesquisa e um ecossistema de inovação que vem se fortalecendo ao longo dos anos. Foram fatores preponderantes para que a empresa criasse na cidade um laboratório de relevância estratégica na agenda global de inovação da Dell. Será um ambiente para pesquisa aplicada, experimentação e desenvolvimento de novas experiências digitais que poderão influenciar soluções da Dell em escala global", define o gerente sênior de design de produtos da Dell Technologies, Lucas Cargnin.
Este é o segundo laboratório de design da empresa nas Américas, e o primeiro a integrar design e inteligência artificial. A multinacional, que originalmente chegou ao Rio Grande do Sul para a fabricação de computadores, hoje já mantém aqui um dos pólos estratégicos nas suas atividades de pesquisa e inovação.
"O laboratório é uma evolução natural dessa estratégia, especialmente na aplicação de IA em experiências digitais e motion design" diz Cargnin.
O trabalho do laboratório, alinhado às prioridades globais da Dell, em relação à IA, deve avançar na aplicação de interfaces, visualização de informações, automação de processos criativos e novas formas de interação entre pessoas e tecnologia, seguindo tendências como a IA multimodal, que combina texto, imagem, áudio e vídeo; adoção de agentes de IA; personalização de experiências digitais; e uso de IA para apoiar processos de criação e tomada de decisões.
A definição do Caldeira para receber o novo laboratório não foi ao acaso. Como diz o executivo, mesmo que a prioridade da estrutura seja desenvolver inovação dentro das estratégias da empresa, a colaboração e experimentação terão campo aberto.
"Muitas vezes, em inovação, os principais resultados surgem dessa experimentação, e o talento brasileiro já tem ajudado a criar, testar e executar soluções que poderão ser usadas globalmente. Em Porto Alegre, essa inovação acontece em rede e de maneira acelerada pela reunião de ativos importantes, desde instituições acadêmicas reconhecidas, empresas de base tecnológica, parques científicos, centros de pesquisa e ambientes colaborativos, como o Caldeira. Este é um ambiente fundamental para garantir investimentos como o da Dell nessa região", avalia Lucas Cargnin.
Caberá ao Instituto Eldorado, um parceiro que já atua com a própria Dell em pesquisas no ambiente do Tecnopuc, a condução técnica das pesquisas, com a perspectiva de reunir 40 profissionais entre especialistas e pesquisadores. Atualmente, já são mais de 20 atuando na nova estrutura.
"Nosso papel é a execução de design e inteligência artificial, desde o design industrial, ferramentas de software e indicação de tendências nestes ambientes. Já que a IA é uma realidade, precisamos olhar para o escritório do futuro. Criarmos soluções para o profissional do futuro lidar com isso", explica o head de operações da unidade Rio Grande do Sul do Instituto Eldorado, Valneis Signor Júnior.
O instituto é um exemplo de como o ecossistema de inovação da região tem atraído as atenções do Brasil e do mundo. Criado há 27 anos em Campinas como uma forma de atender a uma demanda da Motorola, o Instituto Eldorado avançou e hoje tem quatro unidades no Brasil. A unidade gaúcha opera no Tecnopuc e conta com 150 pessoas rodando, atualmente, em torno de 30 projetos diferentes.
"O Rio Grande do Sul tem um ambiente muito rico em indústrias de diferentes setores. Era muito importante estarmos próximos das indústrias, desenvolvendo soluções e aproveitando esse ambiente muito fértil de formação de mão de obra que encontramos nas universidades locais", comenta.
Entre os projetos desenvolvidos no Tecnopuc está o Apple Academy, que trabalha na capacitação de novos talentos em inovação. Com o Instituto Itaú, por exemplo, o Eldorado desenvolve a criptografia pós-quântica, com a pesquisa sobre os algoritmos do futuro, em computadores pós-quânticos.
Somente entre os dois maiores parques tecnológicos da região – Tecnopuc e Tecnosinos –, são 440 empresas instaladas e desenvolvendo inovação. No Instituto Caldeira, são 130 empresas com laboratórios de inovação e escritórios instalados. Em abril, o Caldeira inaugurou seu segundo prédio, na região do Quarto Distrito. Somadas, as duas unidades têm 55 mil metros quadrados.
 

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