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Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Produção de pré-moldados moderniza o parque industrial

Com 40 anos de atuação, Premold investe em automação e modernização de processos

Com 40 anos de atuação, Premold investe em automação e modernização de processos

/Premold/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Na Premold, empresa de Sapucaia do Sul, no Vale do Sinos, que completa 40 anos em setembro, acontece justamente o processo industrial que é tendência na construção civil. Na área de 12 hectares da indústria especializada nos pré-moldados, são 250 funcionários. Responde à escassez nos canteiros de obras, mas também investe em automação e modernização de processos, como em outros setores industriais com limitações de mão de obra. No Rio Grande do Sul, segundo dados do Sinduscon-RS, a construção civil é responsável pela geração de 500 mil empregos diretos e indiretos.
Na Premold, empresa de Sapucaia do Sul, no Vale do Sinos, que completa 40 anos em setembro, acontece justamente o processo industrial que é tendência na construção civil. Na área de 12 hectares da indústria especializada nos pré-moldados, são 250 funcionários. Responde à escassez nos canteiros de obras, mas também investe em automação e modernização de processos, como em outros setores industriais com limitações de mão de obra. No Rio Grande do Sul, segundo dados do Sinduscon-RS, a construção civil é responsável pela geração de 500 mil empregos diretos e indiretos.
"Na fábrica, todos os elementos de uma construção são produzidos em ambiente controlado, coberto, sem intempéries. Minimiza, por exemplo, aspectos como acidentes de trabalho e a rotatividade de funcionários", comenta a sócia e gerente da Premold, Bárbara Souza.
Hoje a empresa desenvolve um concreto de alto rendimento. Enquanto, in loco, nos canteiros de obras, o concreto leva até 28 dias para finalizar o processo de cura, na indústria, com a atual tecnologia, a empresa consegue finalizar este processo em 24 horas. E dali, entregar o produto nas obras. Com geração de resíduo zero, como assegura a gerente, a partir da sua central própria de produção de concreto, já conseguem produzir peças de até 50 toneladas.
"Há um ganho muito grande aos clientes em precisão. Produzimos aqui sob medida para cada projeto, e o resultado é a eficiência. Uma empresa que, por exemplo, precise construir em uma área alugada, o prazo para entrega é essencial, e ele reduz em até 40%", aponta Bárbara.
Entre os clientes da empresa estão, grandes indústrias gaúchas como a CMPC e a Docile, mas também obras de infraestrutura que fazem o uso de placas de concreto desenvolvidas na indústria, como as atuais obras de duplicação da BR-116, ou algumas das obras de recuperação viária no após a cheia de 2024.
Segundo a empresária, há mais empresas buscando este modelo de construção. A busca pelas estruturas pré-fabricadas não chega a representar um boom, mas garante cada vez mais uma produção linear na indústria, algo que, alguns anos atrás, não era comum. Na atual estrutura, a Premold, que além de produzir pré-moldados também atua como construtora, mantém entre cinco e seis projetos simultâneos.

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