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Publicada em 20 de Junho de 2026 às 00:25

Antes do canteiro de obras, a nova construção é industrial

Módulo construtivo da empresa Porto Beton na obra da Escola  , do loteamento Breno Garcia, em Gravataí

Módulo construtivo da empresa Porto Beton na obra da Escola , do loteamento Breno Garcia, em Gravataí

/Ariel Engster/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
O canteiro de obras foi lançado em fevereiro no Loteamento Breno Garcia, um dos maiores loteamentos populares do Rio Grande do Sul, em Gravataí. No entanto, o visual da obra para erguer a primeira escola estadual dentro do Programa Escola+, com previsão de entrega no final deste ano, é bem diferente do usual. É o que se pode considerar um exemplo da indústria, de fato, da construção civil, que é um dos maiores motores da economia em toda a macrorregião retratada neste capítulo do Mapa Econômico, dando os rumos da nova construção. E, de maneira inédita, tendo o poder público como protagonista dessa mudança na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O canteiro de obras foi lançado em fevereiro no Loteamento Breno Garcia, um dos maiores loteamentos populares do Rio Grande do Sul, em Gravataí. No entanto, o visual da obra para erguer a primeira escola estadual dentro do Programa Escola+, com previsão de entrega no final deste ano, é bem diferente do usual. É o que se pode considerar um exemplo da indústria, de fato, da construção civil, que é um dos maiores motores da economia em toda a macrorregião retratada neste capítulo do Mapa Econômico, dando os rumos da nova construção. E, de maneira inédita, tendo o poder público como protagonista dessa mudança na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Diferente do modelo tradicional de construção, a primeira estrutura do Escola+ é toda construída em módulos, que são fabricados longe dali, ou off-site, na empresa Porto Beton, em Nova Santa Rita. No canteiro de obras, ficam as bases que receberão os módulos. Com isso, entre o projeto, também todo digital e integrado, a partir do modelo criado pela Secretaria Estadual de Obras Públicas (SOP), e a execução da obra, são 180 dias. Ou um terço dos 18 meses que tradicionalmente levavam para todo esse processo público. E essa é uma tendência na construção civil da região, especialmente quando consideradas as obras corporativas e industriais – além das obras de infraestrutura.
"Foi um projeto todo pensado em módulos, com uma concepção para ser executado de maneira mais ágil, econômica e sustentável, off-set, fora do canteiro de obras. Enquanto as bases são preparadas no local da escola, os módulos são construídos simultaneamente na indústria, e no canteiro, o que acontece é como um grande Lego, muito mais rápido e eficaz do que os modelos tradicionais de construção. Para o poder público, representa maior eficiência no investimento, tanto para novas escolas quanto para ampliações", explica a arquiteta Gabriela Hoffmann Fiuza, uma das desenvolvedoras do Escola+.
São investidos R$ 37,4 milhões na construção da nova escola em Gravataí, e o modelo agora percorre um circuito de concursos e seminários de arquitetura e engenharia no Brasil. Além disso, passa a fazer parte do catálogo de projetos do MEC e poderá ser replicado no País.
"Uma construção nesses moldes se torna muito adaptável para múltiplos usos. Tem resiliência, com muita área permeável, com mais aberturas, que garantem eficiência na luminosidade, mas com conforto térmico", detalha a arquiteta.
 

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