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Publicada em 19 de Junho de 2026 às 17:09

Contribuições do público no evento Mapa Econômico ampliam debate sobre desenvolvimento do RS

Evento do Mapa Econômico do RS em Porto Alegre

Evento do Mapa Econômico do RS em Porto Alegre

TÂNIA MEINERZ/JC
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Gabrieli Silva
Gabrieli Silva Repórter
A quarta edição do ano do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, realizada nesta quinta-feira (18), no Teatro do CIEE, em Porto Alegre, reuniu lideranças, especialistas e representantes da sociedade para debater os desafios e oportunidades da Região Metropolitana — no que marcou o 20º encontro do projeto ao longo de quatro anos. Durante o painel, além das análises dos convidados, falas do público reforçaram temas estratégicos como educação, energia, infraestrutura e o impacto da reforma tributária no desenvolvimento regional.
A quarta edição do ano do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, realizada nesta quinta-feira (18), no Teatro do CIEE, em Porto Alegre, reuniu lideranças, especialistas e representantes da sociedade para debater os desafios e oportunidades da Região Metropolitana — no que marcou o 20º encontro do projeto ao longo de quatro anos. Durante o painel, além das análises dos convidados, falas do público reforçaram temas estratégicos como educação, energia, infraestrutura e o impacto da reforma tributária no desenvolvimento regional.
O reitor da Feevale, José Paulo da Rosa, destacou o papel das universidades comunitárias como vetor de desenvolvimento econômico e social. Segundo ele, o Rio Grande do Sul conta com uma rede consolidada de 14 instituições, com forte presença na Região Metropolitana e potencial ainda subutilizado. “Temos universidades com capacidade de formar profissionais, gerar conhecimento e impulsionar inovação por meio de parques tecnológicos, mas talvez seja o momento de ampliar programas e projetos para aproveitar melhor esse potencial”, afirmou.
Ele também chamou atenção para os impactos da reforma tributária nos municípios, especialmente aqueles com forte base produtiva. “Cidades que hoje arrecadam pela produção podem perder receita com a mudança para o consumo, o que exige planejamento e debate regional”, observou. Outro ponto levantado foi a necessidade de avançar em concessões rodoviárias, como o Bloco 1, ainda em discussão. “Esse é um momento importante para a sociedade definir que tipo de desenvolvimento quer para a região”, completou.
Na área de energia, a presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, ressaltou que o Estado precisa garantir segurança energética para atrair investimentos e sustentar o crescimento econômico. “Não há desenvolvimento sem energia. O Rio Grande do Sul ainda depende de importação, mesmo tendo potencial em diversas fontes renováveis já mapeadas”, afirmou.
 
Daniela também destacou a importância de integrar diferentes modais logísticos com foco em sustentabilidade, como o uso de hidrovias. “Além de reduzir custos e desafogar as estradas, são alternativas de baixo carbono e mais seguras”, disse. Para ela, o desafio está menos na falta de conhecimento e mais na capacidade de organização e execução. “Somos um estado que estuda, que tem dados e potencial, mas precisamos avançar na implementação e na comunicação dessas oportunidades”, concluiu.

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