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Publicada em 16 de Junho de 2026 às 17:19

Macrorregião Metropolitana tem o segundo maior PIB per capita do RS

Polo Petroquímico de Triunfo faz com que a cidade tenha o melhor indicador da Macrorregião

Polo Petroquímico de Triunfo faz com que a cidade tenha o melhor indicador da Macrorregião

Braskem/ Divulgação/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
A Macrorregião Metropolitana é a que concentra as maiores fatias populacionais e econômicas do Estado. Enquanto 37,3% dos gaúchos residem nesta área, conforme os dados do último censo do IBGE, de 2022, 39,61% do PIB de 2023 estava nessa faixa que engloba a Região Metropolitana de Porto Alegre, o Vale do Sinos e o Litoral Norte. Mesmo assim, no PIB per capita, ela não lidera. 
A Macrorregião Metropolitana é a que concentra as maiores fatias populacionais e econômicas do Estado. Enquanto 37,3% dos gaúchos residem nesta área, conforme os dados do último censo do IBGE, de 2022, 39,61% do PIB de 2023 estava nessa faixa que engloba a Região Metropolitana de Porto Alegre, o Vale do Sinos e o Litoral Norte. Mesmo assim, no PIB per capita, ela não lidera. 
“São regiões muito populosas. E as que têm o PIB per capita maior são áreas menos povoadas, que muitas vezes, têm uma alta concentração industrial numa região menor. E é uma parte do Estado que tem municípios muito ricos, como Porto Alegre, Canoas e Novo Hamburgo. Mas outros, como Alvorada e Viamão, têm uma condição bem inferior. Na média, acaba ficando para trás”, explica o pesquisador do Departamento de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, Martinho Lazzari. 
Vale destacar que dois dos três Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) que compõem essa porção do território gaúcho estão entre os dez com os maiores valores de PIB per capita. A Região Metropolitana, onde está Porto Alegre, ocupa a sétima posição, enquanto o Vale do Sinos, de ampla industrialização, está em nono lugar. 
Como em outras áreas do Estado, há discrepâncias entre cada Corede da Macrorregião. Por um lado, a Região Metropolitana é inflacionada pelos R$ 275.341,31 de Triunfo, onde o polo petroquímico injeta recursos em um município com menos de 30 mil habitantes conforme o mais recente Censo do IBGE. Por outro, o Litoral Norte é o Corede com o pior PIB per capita de todo o Rio Grande do Sul e 18 dos 21 municípios têm um indicador inferior aos R$ 50 mil. 

Serra lidera ranking e Macrorregião Norte possui bons indicadores

Metade Norte do território gaúcho concentra os maiores PIBs per capita do Estado. “Ao olhar as regiões, é possível traçar uma linha e dividir o Estado, saindo da região de Santa Rosa e chegando na Metropolitana. E essa parte de cima é a área mais desenvolvida em termos econômicos e, de certa maneira, sociais também. Por outro lado, as porções sul, central e noroeste do RS têm indicadores menores”, acrescenta Lazzari.
Uma das áreas mais dinâmicas do Rio Grande do Sul, a macrorregião da Serra, tem se desenvolvido intensamente. Concentrando 17,20% do produto interno bruto (PIB) gaúcho, essa área do Estado também tem atraído população. E a combinação desses fatores resulta em uma alta produtividade, a transformando na porção do RS com o maior PIB per capita. 
Composta pelas regiões da Serra, Hortênsias, Campos de Cima da Serra, Paranhana e Encosta da Serra e Vale do Caí, a macrorregião se fortalece com base no forte polo metal-mecânico e em atividades de alto valor agregado. É com base nisso que se constrói o indicador. 
“A Serra engloba aquela região de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha e Carlos Barbosa, municípios que têm indústrias muito fortes, como a metal-mecânica e a moveleira. São empregos que geram uma produtividade maior e, consequentemente, uma produção e renda maiores. É uma área que tem atraído população exatamente pela oferta de trabalho”, explica o economista e pesquisador do Departamento de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (DEE-RS), Martinho Lazzari. 
A Macrorregião Norte, nesse contexto, também se destaca, com um PIB per capita próximo ao da Metropolitana. Ela ocupa a terceira posição, fruto de sua agropecuária com alto valor agregado, de indústrias ligadas ao setor primário — como a de máquinas e equipamentos — e a consolidação de algumas de suas cidades como polos de serviços especializados. Entretanto, áreas mais próximas à fronteira Noroeste apresentam indicadores menores. 
Ao analisar os Coredes, classificação utilizada pelo governo estadual gaúcho e que divide o território gaúcho em 28 zonas, é perceptível a pujança dessas áreas. Afinal, o Corede Serra é o segundo no ranking do PIB per capita seguindo essa divisão, atrás apenas do Alto Jacuí, na Macrorregião Norte.

Macrorregiões Sul e Central têm os piores resultados

Quem também varia internamente quanto aos indicadores do PIB per capita embora apresente médias inferiores é a Macrorregião Centro. “Teve crescimento nos últimos anos da produção de soja, que desceu das Missões para locais como Santiago e Cachoeira do Sul. Mas é uma região, como um todo, que tem pouca indústria. E, muitas vezes, os serviços qualificados, de maior valor agregado, têm relação com a atividade industrial”, acrescenta Lazzari. 

Mas os piores indicadores estão na Macrorregião Sul, composta pelas regiões Sul, Fronteira Oeste, Campanha e Centro-Sul. “Se pegar a região de Uruguaiana, por exemplo, tem indústria. Mas é muito ligada ao beneficiamento de arroz ou de bovinos. São setores industriais que não têm alta produtividade. E um grande PIB per capita é como se tivesse produtividade para todo mundo. Se pegar a indústria de alimentos, ela vai ter uma produtividade bem menor que a metalmecânica. E isso se traduz em um menor valor agregado”, pontua Lazzari. 

Rio Grande e Pelotas, entre as cidades, possuem indicadores melhores, por concentrarem indústrias, especialmente as atreladas ao porto localizado na região. Entretanto, Lazzari destaca que há intensas variações na produtividade atreladas às demandas flutuantes do polo naval. 

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